quinta-feira, 23 de junho de 2016

CIENTISTAS ENCONTRARAM FORTÍSSIMAS EVIDÊNCIAS DE DEUS

Fonte da imagem: http://evolucaoediversidade.blogspot.com.br/2015/02/super-interessante-01.html

Fábio José Lourenço Bezerra

      Como podemos saber que algo existe, se não o conseguimos perceber?
      A resposta óbvia para a pergunta acima é que, a partir dos efeitos que esse algo produz sobre coisas que percebemos, podemos deduzir a sua existência. Por exemplo, quando foi descoberta a força da gravidade, ninguém conseguia enxergá-la, mas sua existência foi deduzida por ela fazer objetos caírem no solo quando soltos. Deste fenômeno tão comum no nosso dia-a-dia, pôde-se deduzir que ela é a mesma força que move os planetas; os átomos foram deduzidos quando, realizando-se misturas entre substâncias diversas, observou-se os produtos que se formavam através das reações entre elas. Ninguém precisou enxergar os átomos para saber que eles existiam. Aliás, todas as partículas que formam o átomo foram deduzidas através de métodos que as evidenciaram indiretamente.
Através dos efeitos se chegou às causas.

   Poderíamos citar inúmeros outros exemplos semelhantes de como, através de observações indiretas, muito do que a ciência conhece hoje foi estabelecido.

     Da mesma forma, podemos deduzir se, por trás da criação do nosso universo, existe uma causa inteligente. Foi o que os Espíritos Superiores nos ensinaram quando ditaram O Livro dos Espíritos. Assim, na Questão 4dessa obra, temos:

Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”

"Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá."

Comentário de Allan Kardec:

Para crer em Deus, basta lançar os olhos sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.”

      E nas Questões 7, 8 e 9 da mesma obra, temos:

Questão 7: Poder-se-ia encontrar nas propriedades íntimas da matéria a causa primeira da formação das coisas?

"Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É preciso sempre uma causa primeira."

Comentário de Allan Kardec:

Atribuir a formação primeira das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, pois essas propriedades são, em si mesmas, um efeito que deve ter uma causa.”

Questão 8: Que pensar da opinião que atribui a formação primeira a uma combinação fortuita da matéria, ou seja, ao acaso?

"Outro absurdo. Que homem de bom-senso pode considerar o acaso como um ser inteligente? E, além disso, o que é o acaso? Nada."

Comentário de Allan Kardec:

A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e propósitos determinados e, por isso mesmo, denota um poder inteligente. Atribuir a formação primeira ao acaso seria um contrassenso, pois o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.”

Questão 9: Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?

"Tendes um provérbio que diz: Pela obra se conhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. É o orgulho que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si e é por isso que se julga um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!"

Comentário de Allan Kardec:

Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primeira é, portanto, uma inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que realize, tanto maior há de ser a causa primeira. Essa inteligência superior é que é a causa primeira de todas as coisas, seja qual for o nome pelo qual o homem a designe.”

      Passados 159 anos das respostas acima, dadas pelos Espíritos Superiores, longe de desmentí-las, a ciência vem, cada vez mais, confirmando-as. A ciência humana, para o assombro dos materialistas, tem obtido as provas de que houve um fino ajuste nas leis físicas universais para que o Universo pudesse originar e manter a vida, inclusive vida inteligente, em abundância.

       O renomado físico da Grã-Bretanha Freeman Dyson afirmou:

Quanto mais examino o Universo e os detalhes de sua arquitetura, mais encontro indícios de que o Universo, de certo modo, devia saber que nós iríamos surgir.”

      A física Vera Kistianikowsky, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), nos EUA, disse:

A primorosa ordem exibida por nossa compreensão científica do mundo físico requer o divino.”

      John Polkinhorne, um físico de partículas inglês, escreveu:

O universo não é apenas 'um mundo velho qualquer', mas é especial e perfeitamente sintonizado para a vida porque é a criação de um Criador que deseja que assim seja.”

      O astrofísico Paul Davies declarou:

A tentação de acreditar que o universo é o produto de algum tipo de projeto, uma manifestação do sutil julgamento estético e matemático, é impressionante. A opinião de que há ‘alguma coisa por detrás de tudo’ é algo que pessoalmente compartilho, suspeito, assim como a maioria dos físicos.”

Questão 38 de O Livro dos Espíritos: Como criou Deus o Universo?

Para me servir de uma expressão comum: por sua Vontade. Nada representa melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras em Gênesis (1:3): “Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.”

      É praticamente consenso, entre os físicos, que o universo começou como um ponto de pura energia sem dimensões e infinitamente denso. Desde cerca de 14 bilhões de anos atrás ele está se expandindo, o que foi chamado de Big Bang (Grande Explosão). Até hoje as distâncias entre as galáxias estão aumentando.

Questão 39: Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos?

Tudo o que se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço.”

      Durante o primeiro milhão de anos após o Big Bang, a temperatura caiu e os átomos mais simples começaram a se formar. A matéria formada se concentrou pela ação da gravidade. Adquiriu um movimento de rotação e, a partir disso, surgiram as galáxias e nelas centenas de milhões de estrelas, com o seu formato característico de disco, a exemplo da nossa Via-Láctea e seus braços em espiral.

                      A VIA LÁCTEA
Fonte da imagem: http://thoth3126.com.br/a-nossa-galaxia-pode-ter-17-bilhoes-de-terras/

      Toda a matéria no universo foi gerada no Big-Bang, mas o universo primitivo continha apenas os elementos mais simples: hidrogênio, hélio e um pouquinho de lítio. Todos os demais elementos químicos (como carbono, oxigênio, nitrogênio e ferro) foram produzidos por estrelas através de fusões nucleares, nas quais núcleos de átomos mais leves se juntam para formar núcleos de átomos mais pesados, gerando, dessa maneira, os elementos químicos mais pesados a partir dos mais leves. A luz e o calor emitidos pelas estrelas vem da fusão nuclear que ocorre em seu interior.

Fonte da imagem : http://manualdaquimica.uol.com.br/quimica-geral/elementos-quimicos.htm

           ÁTOMO DE CARBONO

Fonte da imagem: http://historiaybiografias.com/el_atomo/

Questão 41: Pode um mundo completamente formado desaparecer e a matéria que o compõe disseminar-se de novo no Espaço?

Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”

      Durante a maior parte de suas vidas as estrelas geram energia fundindo hidrogênio em hélio, mas perto do final de suas vidas elas passam a gerar energia produzindo elementos como carbono, oxigênio, nitrogênio e ferro. As estrelas com grande massa morrem em enormes explosões (supernovas), nas quais espalham esses elementos pesados no espaço, os quais se misturam ao gás e poeira existentes nas galáxias para serem incorporados na geração de novos sistemas estelares.

      Há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando nosso sistema solar se formou, esse processo de reciclagem do gás interestelar já vinha ocorrendo havia bilhões de anos. A nebulosa que originou nosso sistema solar, embora sendo 98% hidrogênio e hélio, já tinha 2% de todos os outros elementos químicos, que permitiram a formação dos planetas rochosos, como a Terra, e dos próprios seres vivos há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Nosso sol é uma estrela de segunda ou terceira geração, com cerca de 5 bilhões de anos de idade.

      Todo o material de que nossos corpos físicos são feitos (exceto hidrogênio e parte do hélio) foram produzidos nas estrelas que morreram antes do sistema solar se formar. Somos produto das estrelas. Como disse o famoso astrônomo Carl Sagan, somos "poeira das estrelas".

SINTONIA FINA DAS LEIS UNIVERSAIS

      Muitos físicos acreditam que as numerosas leis da Física foram finamente sintonizadas intencionalmente, desde o início do Universo até o aparecimento do homem. Para eles, o Universo que habitamos claramente demonstra ter sido planejado para o surgimento dos seres humanos.

      Uma série de misteriosas “coincidências” no Universo foram descobertas, todas elas contribuindo para que o homem surgisse. Eis alguns exemplos:

   Uma mínima alteração das 4 forças fundamentais da Física – Gravidade, Eletromagnetismo, Força Nuclear Forte e Força Nuclear Fraca – resultaria em um Universo apenas formado de hélio, sem prótons (partícula do núcleo do átomo) e nem átomos maiores, sem estrelas, que desmoronaria sobre si mesmo antes dos primeiros momentos de sua existência.

      Caso fossem modificadas as proporções exatas das massas das partículas subatômicas, umas em relação às outras, haveria efeitos semelhantes.

    A gravidade é cerca de 1039 vezes mais fraca que a força eletromagnética. Se a gravidade fosse 1033 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido.

      A Força Nuclear Fraca tem 1028 vezes a força da gravidade. Caso a Força Nuclear Fraca fosse levemente mais fraca, todo o hidrogênio no Universo teria se transformado em hélio, e, sem hidrogênio, não haveria água e inúmeras substâncias orgânicas essenciais à vida, por exemplo.

      Uma alteração de 2% na Força Nuclear Forte teria impedido a formação dos prótons, produzindo um Universo sem átomos. Decrescendo seu valor em 5%, teríamos um universo sem estrelas.

      Se a diferença de massa entre o próton e o nêutron (partículas do núcleo do átomo) não fosse exatamente a que é – aproximadamente duas vezes a massa de um elétron (partícula que gira em torno do átomo) - então todos os nêutrons se transformariam em prótons e vice-versa. Assim seria comprometida toda a química conhecida – e, consequentemente, a vida.

      As propriedades da água, substância essencial para a vida, são enigmáticas. Ela é a única molécula que é mais leve no estado sólido do que no estado líquido: o gelo flutua. Se isso não acontecesse, os oceanos congelariam de baixo para cima e a Terra, agora, estaria coberta de gelo. Além disso, as inúmeras espécies aquáticas que vivem abaixo do gelo não teriam seu habitat. A água é um excelente meio para as substâncias essenciais à construção e manutenção das células de todos os seres vivos. Essas propriedades da água podem ser atribuídas às propriedades exclusivas do átomo de hidrogênio.

      A síntese do carbono, que ocorre dentro das estrelas, como já vimos – sendo este elemento a base de todas as moléculas orgânicas e, portanto, da vida – possui uma espantosa coincidência na proporção da Força Nuclear Forte com o Eletromagnetismo. Essa proporção permite ao Carbono 12 atingir um estado estimulado de exatidão da ordem de 7,65 MeV na temperatura típica do centro das estrelas, o que cria uma ressonância que envolve o Hélio 4, o Berilo 8 e o Carbono 12, possibilitando a ligação necessária que somente ocorre durante um intervalo mínimo de tempo, que dura apenas 10-17 segundos.

      Caso a Força Nuclear Forte fosse 0,5 % mais intensa do que seu valor real, não haveria virtualmente nenhum carbono no universo. E se a Força Nuclear Forte fosse 0,5% mais fraca, não haveria nenhum oxigênio.

      O físico Fred Hoyle apresentou o problema de forma magistral:

“Tudo o que vemos no Universo de observações e fatos, em oposição ao estado mental dos esquemas e suposições, permanece inexplicado. E mesmo em seu supostamente primeiro segundo, o Universo em si não é casual. Isso quer dizer que o Universo precisa saber com antecedência o que irá acontecer antes de saber como iniciar a si próprio. Porque, de acordo com a Teoria do Big-Bang, por exemplo, em um período de 10-43segundos o Universo precisa saber quantos tipos de neutrino irão existir no período de 1 segundo. Isso funciona de modo a iniciar a expansão na taxa exata para adequar-se ao número final de tipos de neutrino”.

    A fina sintonia de valores e proporções, sem ligação aparente entre eles, mas necessários para ir do Big-Bang à vida cono a conhecemos, inclusive a vida inteligente, faz parte de uma complexa coordenação em amplas diferenças na escala – desde o nível intergaláctico ao subatômico - e através de sistemas de tempo de vários bilhões de anos.

A ENORME POSSIBILIDADE DE VIDA ABUNDANTE NO UNIVERSO

     A quantidade de mundos com capacidade para abrigar a vida no Universo, inclusive vida inteligente, tal como a conhecemos, é enorme.

      Recentemente, uma equipe internacional de astrônomos procurou determinar o quanto são comuns os planetas em nossa galáxia, a Via-Láctea. Depois da observação de milhões de estrelas durante seis anos, utilizando uma nova técnica chamada de microlente gravitacional, a equipe concluiu que planetas em torno de estrelas são a regra, e não a exceção.

      Sob a coordenação do Observatório Europeu do Sul, a pesquisa utilizou, na sua maior parte, um telescópio do observatório La Silla, no Chile.

      Um co-autor do artigo científico dessa pesquisa, Daniel Kubas, disse:

"Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa Galáxia. Mas agora parece que literalmente bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra orbitam estrelas da Via Láctea."

    Essa equipe de astrônomos também concluíu que os planetas rochosos, apenas um pouco maiores que a Terra, são também comuns nas zonas habitáveis em torno das estrelas vermelhas de baixa luminosidade – as chamadas anãs vermelhas. Ela estimou que existem dezenas de bilhões desses planetas só na nossa galáxia, e provavelmente cerca de uma centena nas proximidades do nosso Sol.

      As estrelas estudadas apresentam fraca luminosidade e são menores que o Sol. Porém, correspondem a 80% de todas as estrelas da Via Láctea, além de terem uma vida muito longa.

    Neste estudo, foi utilizado um espectrógrafo HARPS, também instalado num telescópio em La Silla, no Chile.

    O tamanho dos planetas, tendo pouca diferença em relação ao tamanho da Terra, indica que a intensidade da força da gravidade neles é próxima à da nossa, sendo este um importante fator para o surgimento e a manutenção da vida como a conhecemos. 

      O líder da equipe, Xavier Bonfins, disse:

"As nossas novas observações obtidas com o HARPS indicam que cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra que orbita na zona habitável, isto é, onde água líquida pode existir na superfície do planeta."
"Como as anãs vermelhas são muito comuns - existem cerca de 160 bilhões de estrelas deste tipo na Via Láctea - chegamos ao resultado surpreendente de que existirão dezenas de bilhões destes planetas só na nossa galáxia."

    Em uma pesquisa, divulgada em 2013, no encontro semestral da Sociedade Astronômica Americana, na Califórnia, constatou-se que até uma em cada seis estrelas pode abrigar um planeta do tamanho da Terra. Os pesquisadores afirmam que pode haver um total de 17 bilhões desses planetas em toda a nossa galáxia. Essa pesquisa baseou-se em análises de possíveis planetas revelados pelo telescópio espacial Kepler.

    Cientistas encontraram evidências de que os blocos constituintes da vida são universais.

     No ano passado, astrônomos detectaram a presença de moléculas orgânicas complexas, os blocos constituintes da vida, num disco protoplanetário que rodeia uma estrela jovem. A descoberta confirma que as condições que deram origem à Terra e ao Sol não são únicas no Universo. Um disco protoplanetário é constituído de poeira e gás, que se forma em torno de estrelas jovens e dá origem a planetas.
     Este estudo demonstrou que os discos protoplanetários são altíssimamente eficientes na formação de moléculas orgânicas complexas e que as conseguem formar em tempo relativamente curto.
   Os astrônomos acreditam que é provável que as moléculas orgânicas existentes nos cometas e em outros corpos gelados sejam levadas para meios mais propícios ao desenvolvimento de vida, como planetas rochosos localizados nas zonas habitáveis de suas estrelas.
     Karin Öberg, astrônoma no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Massachusetts, EUA e autora principal do artigo científico deste estudo, disse:
Temos agora mais evidências de que a mesma química existe noutros lugares do Universo, em regiões que poderão eventualmente formar sistemas solares parecidos ao nosso
A partir do estudo de exoplanetas, sabemos que o Sistema Solar não é único no seu número de planetas ou em abundância de água”, conclui Öberg. “Sabemos agora que não somos únicos em química orgânica. Uma vez mais, aprendemos que não somos especiais. Do ponto de vista da vida no Universo, isto são excelentes notícias.

     Todos os seres vivos que conhecemos, da bactéria ao ser humano, isto é, do mais simples ao mais complexo, possuem em suas células diversas máquinas moleculares altamente complexas, organizadas e eficentes.

      A enorme quantidade de fortíssimas evidências de que a alma é independente do corpo, desde os tempos de Allan Kardec até hoje, obtidas por inúmeros cientistas em pesquisas sérias e rigorosas (muitas já publicadas neste blog), demonstram a existência de nossa natureza imortal, e de todo um mundo invisível ao nosso redor, morada dos Espíritos desencarnados.


      Tudo isto leva à conclusão de que, por trás do nosso universo, existe uma Inteligência Suprema que o idealizou e Criou. Esta verdadeira escola para a evolução do Espírito.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

1 KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. Brasília: FEB, 2013;

2 BARBOUR, Ian G. Quando a ciência encontra a religião. São Paulo: Cultrix, 2004;

3 COLLINS, Francis S. A linguagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que Ele existe. São Paulo, Ed.Gente, 2007;

4 DAVIES, Paul C. W. The Christian perspective of a Scientist, revisto por John Polkinghorne, The Way the World Is, New Scientist, 98:1354, jun. 2, 1983, p. 638-639;

5 GLYNN, Patrick. Deus, a evidência: A reconciliação entre a fé e a razão no mundo atual. Madras, 1999;

6 KAKU, Michio. Mundos paralelos: uma jornada através da criação, das dimensões superiores e do futuro do cosmo. Rio de Janeiro: Rocco, 2007;

7 OBERHUMMER, H.; CANTO, A.; SCHIOTTI, H. Stellar Production Rates of Carbon and Its Abundance in the Universe. In: Science 289, 7 jul. 2000, p. 88-90;


ENDEREÇOS ELETRÔNICOS CONSULTADOS:






quarta-feira, 22 de junho de 2016

CONTOS para REFLEXÃO : a Riqueza, o Êxito e o Amor !

Uma mulher regava o jardim de sua casa e viu três idosos com os seus anos de experiência em frente ao seu jardim.
Ela não os conhecia e lhes disse
- Não os conheço, mas devem estar com fome.
Por favor entrem em minha casa para que possam comer algo.
Eles perguntaram:
- O homem da casa está ?
- Não, respondeu ela, não está.
- Então não podemos entrar, disseram eles.
Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou-lhe o sucedido.
O marido lhe disse:
- Então vá lá e diga a eles que já cheguei e os convide para entrar.
A mulher saiu e convidou os homens para entrarem em sua casa.
- Não podemos entrar numa casa os três juntos, explicaram os velhos.
- Por quê?, quis saber ela.
Um dos homens apontou para outro dos seus amigos e explicou:
O nome dele é Riqueza.
Depois apontou para o outro.
O nome dele é Êxito e eu me chamo Amor.
Agora entre e decida com o seu marido
qual de nós três, vocês desejam convidar para entrar em vossa casa.
A mulher entrou em casa e contou a seu marido o que eles lhe haviam dito.
O homem ficou muito feliz e replicou:
- Que bom!
Já que é assim, vamos convidar a Riqueza, que entre e encha a nossa casa.
Sua esposa não estava de acordo:
- Querido, por que não convidamos o Êxito?
A filha do casal estava escutando tudo e veio correndo a dizer:
- Não seria melhor convidar o Amor?
Nosso lar ficaria então cheio de amor.
- Vamos escutar o conselho de nossa filha, disse o esposo à sua mulher. Vá lá fora e convide o Amor para que seja nosso hóspede.
A esposa saiu e perguntou-lhes:
- Qual de vocês é o Amor? Por favor entre e seja nosso convidado.
O Amor sentou-se em sua cadeira e começou a avançar para a casa.
Os outros dois também levantaram-se e o seguiram.
Surpresa, a mulher perguntou à Riqueza e ao Êxito:
- Só convidei o Amor, por que vocês estão vindo também ?
Os homens responderam juntos:
- Se tivessem convidado a Riqueza ou o Êxito os outros dois permaneceriam aqui fora, mas já que convidaram o Amor, aonde ele vai, nós vamos com ele.
Onde houver amor, há também riqueza e êxito.

Conhecimento e estudo (Espiritismo)

Espíritos Ovóides – André Luiz
1. Monoideísmo e Reencarnação.
Ressurgir na própria taba e renascer na carne, cujas exalações lhe magnetizam a alma, constituem aspiração incessante do selvagem desencarnado. Estabelece-se nele o monoideísmo pelo qual os outros desejos se lhe esmaecem no íntimo.
Pela oclusão de estímulos outros, os órgãos do corpo espiritual se retraem ou se atrofiam, por ausência de função, e se voltam, instintivamente, para a sede do governo mental, onde se localizam, ocultos e definhados, no fulcro dos pensamentos em circuito fechado sobre si mesmos, quais implementos potenciais do germe vivo entre as paredes do ovo.
Em tais circunstâncias, se o monoideísmo é somente reversível através da reencarnação, a criatura humana desencarnada, mantida a justa distância, lembra as bactérias que se transformam em esporos quando as condições de meio se lhes apresentam inadequadas.
Tornando-se imóveis e resistindo admiravelmente ao frio e ao calor, durante anos, para regressarem ao ciclo de evolução que lhes é peculiar, tão logo se identifiquem, de novo, em ambiente propício.
Sentindo-se em clima adverso ao seu modo de ser, o homem primitivo, desenfaixado do envoltório físico, recusa-se ao movimento na esfera extrafísica, submergindo-se lentamente, na atrofia das células que lhe tecem o corpo espiritual, por monoideísmo auto-hipnotizante, provocado pelo pensamento fixo-depressivo que lhe define o anseio de retorno ao abrigo fisiológico.
Nesse período, afirmamos habitualmente que o desencarnado perdeu o seu corpo espiritual, transubstanciando-se num corpo ovóide, o que ocorre, aliás, a inúmeros desencarnados outros, em situação de desequilíbrio.
Cabe-nos notar que essa forma, segundo a nossa maneira atual de percepção, expressa o corpo mental da individualidade, a encerrar consigo, conforme os princípios ontogenéticos da Criação Divina, todos os órgãos virtuais de exteriorização da alma, nos círculos terrestres e espirituais.
Assim como o ovo, aparentemente simples, guarda hoje a ave poderosa de amanhã, ou como a semente minúscula, que conserva nos tecidos embrionários a árvore vigorosa em que se transformará no porvir.
2. Forma Carnal
Todavia, assim como o germe para desenvolver-se no ovo precisa aquecer-se ao calor da ave que o acolha maternalmente ou do ambiente térmico apropriado, no recinto da chocadeira e a semente, para liberar os princípios germinativos do vegetal gigantesco em que se converterá, não prescinde do berço tépido no solo.
Os Espíritos desencarnados, sequiosos de reintegração no mundo físico, necessitam do vaso genésico da mulher que com eles se harmoniza, nas linhas da afinidade.
Conseqüentemente, da herança, vaso esse a que se aglutinam, mecanicamente, e onde, conforme as leis da reencarnação, operam em alguns dias todas as ocorrências de sua evolução nos reinos inferiores da Natureza.
Assimilando recursos orgânicos com o auxílio da célula feminina, fecundada e fundamentalmente marcada pelo gene paterno, a mente elabora, por si mesma, novo veículo fisiopsicossomático.
Atraindo para os seus moldes ocultos as células físicas a se reproduzirem por cariocinese, de conformidade com a orientação que lhes é imposta, isto é, refletindo as condições em que ela, a mente desencarnada, se encontra.
Plasma-se lhe, desse modo, com a nova forma carnal, novo veículo ao Espírito, que se refaz ou se reconstitui em formação recente, entretecido de células sutis, veículo este que evoluirá igualmente depois do berço e que persistirá depois do túmulo.
3. Desencarnação Natural
Por milênios consecutivos o homem ensaia a desencarnação natural, progredindo vagarosamente em graus de consciência, após a decomposição do corpo somático.
Recordando as anteriores comparações com o domínio dos insetos, a matriz uterina oferece-lhe novas formas e, assim como a larva se alimenta, assegurando a esperada metamorfose, a alma avança em experiência, enquanto no corpo carnal, adquirindo méritos ou deméritos, segundo a própria conduta.
Entregando-se em seguida, no fenômeno da morte ou histólise do invólucro de matéria física, à pausa imprescindível nas próprias atividades ou hiato de refazimento, que pode ser longo ou rápido, para ressurgir, pela histogênese espiritual, senhoreando novos órgãos e implementos necessários aos seu novo campo de ação, demorando-se nele, à medida dos conhecimentos conquistados na romagem humana.
É assim que a consciência nascente do homem pratica as lições da vida, no plano espiritual, pela desencarnação ou libertação da alma, como praticou essas mesmas lições da vida no plano físico, pelo renascimento ou internação do elemento espiritual na matéria densa, evoluindo, degrau a degrau, desde a excitabilidade rudimentar das bactérias até o automatismo perfeito dos animais superiores em que se baseia o domínio da inteligência.
4. Parasitas Ovóides
Inúmeros infelizes, obstinados na idéia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhes fazem objeto da calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideística
Fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes.
Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à Sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, enraíza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características morfológicas primitivas, para converter-se em massa celular parasitária.
No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.
5. Parasitismo e Reencarnação
Nas ocorrências dessa ordem, quando a decomposição da vestimenta carnal não basta para consumar o resgate preciso, vítima e verdugo se equiparam na mesma gama de sentimentos e pensamentos, caindo, além-túmulo, em dolorosos painéis infernais, até que a Misericórdia Divina, por seus agentes vigilantes, após estudo minucioso dos crimes cometidos, pesando atenuantes e agravantes, promove a reencarnação daquele Espírito que, em primeiro lugar, mereça tal recurso.
E, executado o projeto de retorno do beneficiário, a regressar do Plano Espiritual para o Plano Terrestre, sofre a mulher, indicada por seus débitos à gravidez respectiva, o assédio de forças obscuras que, em muitas ocasiões, se lhe implantam no vaso genésico por simbiontes que influenciam o feto em gestação.
Estabelecendo-se, desde essa hora inicial da nova existência, ligações fluídicas através dos tecidos do corpo em formação, pelas quais a entidade reencarnante, a partir da infância, continua enlaçada ao companheiro ou aos companheiros menos felizes, que integram com ela toda uma equipe de almas culpadas em reajuste.
Desenvolve-se lhe, então, a meninice, cresce, reinstrui-se e retorna à juvenilidade das energias físicas, padecendo, porém, a influência constante dos assediantes.
Até que, frequentemente por intermédio de uniões conjugais, em que a provação emoldura o amor, ou em circunstâncias difíceis do destino, lhes ofereça novo corpo na Terra, para que, como filhos de seu sangue e de seu coração, lhes devolva em moeda de renúncia os bens que lhes deve, desde o passado próximo ou remoto.
Em tais fatos, vamos anotar situações quase idênticas às que são provocadas pelos parasitas heteroxênicos, porquanto, se os adversários do Espírito reencarnado são em maior número, atuam, muitos deles, à feição dos tripanossomas.
Que tomando os filhos de suas vítimas e afins deles próprios, por hospedeiros intermediários das formas-pensamentos deploráveis que arremessam de si, alcançando em seguida, a mente dos pais ou hospedeiros definitivos, a inocular-lhes perigosos fluidos sutis, com que lhes infernizam as almas, muitas vezes até à ocasião da própria morte.
Do livro “Evolução em dois mundos” - André Luiz

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