sábado, 25 de julho de 2020

Deus castiga? O que é um castigo na visão espírita?

 Em O Livro Dos Espíritos poderemos encontrar uma resposta mais confiável e racional para responder a inquietante questão: Deus castiga? Temos que compreender o significado do termo castigo para os espíritos superiores e sobre a ação de Deus em nossas vidas e no universo. Não adiantará procurarmos o significado da palavra castigo no dicionário ou em visões estranhas a concepção espirita. Os filósofos tampouco nos ajudarão, pois, não se trata de um jogo de pensamentos, mas em informações originadas do mundo dos espíritos, que é o local onde grande parte das consequências de nossas atitudes se desenvolverá, sabedores que somos que a lei humana não pode alcançar todas as nossas faltas.

Questão 680 de O Livro Dos Espíritos
Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?
"Deus é justo e, pois, só condena aquele que voluntariamente tornou inutil a sua existência, porquanto se vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil de acordo com as suas faculdades"

Percebemos da resposta 680 que a correção de uma falta leva em consideração o grau evolutivo de cada espirito, suas possibilidades, não sendo um mecanismo automático. Não é a condenação de um espírito um ato de vingança, mas decorre de uma necessidade de corrigir um erro. Esta correção tem relação com a necessidade do espírito, não é apenas uma satisfação dada por Deus aos que sofreram.
Sempre é levado em consideração o grau evolutivo porque a correção do erro a que o espírito é submetido tem por finalidade sua evolução, nunca sendo um ato de vinganças ou um simples pagamento de dívidas. Usarei um exemplo para que melhor possamos entender a questão.
Se um homem rouba outro homem, temos sempre um erro. Percebemos, entretanto, que se alguém rouba para alimentar seu filho, então, é menos condenável que aquele que rouba para satisfazer um desejo fútil, comprar um carro esportivo, por exemplo. Em ambos os casos, existe o erro, mas não se pode julgar com a mesma severidade as duas situações.

Questão 258 de O Livro Dos Espíritos
Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
" ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste seu livre arbítrio."
A) Não é Deus, então, quem lhe impõe às atribulações da vida como castigo?.
" Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro, abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a Bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi malfeito. Ademais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu"

Do exposto percebemos que as leis de Deus preveem castigos para toda falta. Os espíritos declaram que Deus fez as leis da forma que estas leis são e, se quisermos saber, por que não fez Deus leis diferentes, deveremos perguntar ao próprio Deus. Poderiam as leis não determinar punições para nossas faltas? Bem, se Deus as fizesse dessa forma, certamente, poderia não haver nenhuma consequência dos atos que praticamos e não existiria o carma. O que fosse feito de errado em uma encarnação não traria nenhuma consequência para as próximas encarnações, mas não foi assim que Deus desejou.

Teremos que reparar o erro cometido, somos livres e esta liberdade abre possibilidades para o erro. Não somos livres, porém, para não reparar o erro. Um exemplo nos fará entender. Um homem é livre para chutar uma parede, mas não é livre para não sentir a dor corrente do chute. Somos livres para semear, mas a colheita é obrigatória. A bondade de Deus nos permite corrigir o mal realizado. Na doutrina espírita não existe o inferno, pois, se o inferno existisse, representaria a impossibilidade de se corrigir o erro. O inferno é um lugar de sofrimento, não de correção. A ideia do inferno como lugar de sofrimentos eternos não é aceito pelo Espiritismo.

Vamos a outra consideração. Na literatura espirita, nos romances por exemplo. Lemos que um crime cometido em uma encarnação será pago em outra encarnação, quando não houve a possibilidade de ser corrigido na existência em que foi praticado. Nem sempre a correção será na próxima encarnação. É comum passarem-se várias encarnações, para somente então, haver a correção. Tal ocorre porque será nesta encarnação que o espírito estará em condições de aproveitar o aprendizado que virá de sua punição. Se assassinei alguém, posso vir a ter morte violenta alguma encarnações depois, digamos, quinhentos anos depois. Observem que não preciso ser assassinado, mas ter morte violenta. A lei não exige um assassino para matar o homem que cometeu assassinato em encarnação anterior.

O castigo é a punição para a infração cometida. Não se trata de "pagar" uma dívida anterior, pois, sendo assassinado não pagarei nada a ninguém, mas será um evento emocional importante para dar ao que assassinou, a real dimensão de ser assassinado. Nem tudo o espírito aprende intelectualmente, muitos tipos de aprendizado são feitos na prática. Se roubei, menti, trai ou matei, não significa que terei que ser roubado, traído ou morto no futuro. Nem sempre será necessário este evento, pois, posso beneficiar aquele que prejudiquei através do amor. Poderei, por exemplo, receber a quem assassinei como meu filho em futura existência. Pagarei com amor o mal que lhe fiz. Se, entretanto, persisto no erro, poderei a sofrer as consequências de meus atos, consequências com papel educativo, para meu próprio benefício, mas que não deixam de ser um castigo para as faltas cometidas.

Cada espírito aprende a se corrigir de acordo com suas disposições íntimas. Alguns pelo amor, outros pela dor. A consciência aceita o castigo ( correção), mas não é o próprio espírito que providência o castigo, mas Deus que o faz. Não temos competência para criar as condições necessárias envolvidas na correção de nossas faltas. Poderemos agir com muita severidade para conosco ou com muita leniência. O espírito não julga a si mesmo, Deus é que julga em última instância. Podemos, é claro, opinar sobre o tipo de correção que será imposta a nós mesmos ou mesmo reivindicar a nossa correção, mas não temos autonomia absoluta sobre o que nos sucederá. Na resposta dos espíritos temos "se um perigo vos ameaça, não fostes vos que o criastes e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo ( a consciência) de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu." Novamente percebemos que o castigo é um mecanismo para possibilitar a evolução do espírito infrator da lei, não um capricho de Deus.

É o castigo um fato semelhante a um procedimento cirúrgico doloroso em que o doente sofre no pós-operatório, mas em seu próprio benefício. Foi o cirurgião que o operou, mas não por capricho, mas por absoluta necessidade. O doente consentiu por entender ser este o melhor procedimento. Não é a cirurgia uma espécie de castigo ou é um prêmio dado aos doentes? É com prazer que alguém se submeta a uma cirurgia ou é, antes de tudo, uma necessidade? Existem situações em que o paciente chega na emergência médica com risco de morte e o cirurgião irá operá-lo sem o seu consentimento, mas em benefício do paciente. Tal é a situação dos espíritos mais atrasados e que não se dispõe a corrigir o erro, o castigo poderá ser imposto aos mesmos, mas sempre no interesse dos mesmos, sem atender-lhes o capricho ou a vontade mal orientada.

Concluímos que Deus castiga, mas o castigo significa um meio de corrigir o mal praticado. O castigo está na razão direta da consciência que o espírito tem do erro cometido e do benefício que o castigo trará ao espírito. Se você acredita que castigo é uma vingança ou um capricho de Deus, então, você não entendeu a definição que os espíritos superiores tem do castigo e da real finalidade do castigo. Muitos acreditam que o espírito julga a si mesmo no tribunal da consciência e concluem que possuem total autonomia sobre suas vidas e todas as consequências decorrentes de suas faltas. Acreditam que espíritos atrasados ou relativamente atrasados possuem a sabedoria, a iluminação espiritual suficiente para sozinhos julgarem a si mesmos e darem a sentença adequada, nada mais restando a Deus que observar seus filhos inexperientes cuidando sozinhos de seu próprio futuro.

A palavra castigo, condenação e punição aparece inúmeras vezes no O Evangelho Segundo O Espiritismo, no livro O Céu E O Inferno, em O Livro Dos Espíritos. É necessário entender o significado dessa palavras no contexto da codificação. As pessoas discutem e ficam indignadas quando leem estas palavras, porque não compreendem o significado que os espíritos dão a estes termos. Castigo é um conjunto de medidas desagradáveis, mas necessárias à evolução do espírito. Castigo é um meio de aprendizado, não um meio de vingar-se. É um recurso pedagógico adequado ao grau de entendimento do aluno cuja lição necessita aprender. O castigo não é uma satisfação que Deus presta à vítima ( que pode ter sofrido devido a seu carma ou necessidade de aprendizado) e sim um recurso para que o espírito aprenda a se adequar às leis de amor e justiça, leis criadas por Deus em benefício de todos os espíritos.

Compromisso com a Fé

Qualquer compromisso que se assume impõe deveres que devem ser atendidos, a fim de conseguir-se a desincumbência feliz.

Se te comprometes com a área da cultura sob qualquer aspecto, enfrentas programas e horários, disciplina e atenção, para alcançares a meta pretendida.

Se buscas trabalho e desenvolvimento econômico, arrostas obrigações sucessivas, obediência, ação constante, e através dessa conduta chegarás aos objetivos que anelas.

Se te comprometes com a edificação da família, muitos imperativos se te fazem indispensáveis atender, de forma que o lar se transforme em realidade feliz.

Se aceitas o compromisso social, tens que te submeter a inúmeras condições inadiáveis, para atingires os efeitos ditosos.

Compromisso é vínculo de responsabilidade entre o indivíduo e o objetivo buscado.

Ninguém se pode evadir, sem tombar na irresponsabilidade.

Medem-se a maturidade e a responsabilidade moral do ser através da maneira como ele se desincumbe dos compromissos que assume.

O profissional liberal que enfrenta dificuldades, para o desempenho dos compromissos, luta e afadiga-se para bem os atender, mantendo-se consciente e tranqüilo.

O operário que aceita o compromisso do trabalho, sejam quais forem as circunstâncias e os desafios, permanece na atividade abraçada até sua conclusão.

Compromisso é luta; é desempenho de dever.

O prazer sempre decorre da honorabilidade com que cada qual se desincumbe da ação.

*

Em relação à fé religiosa, a questão é semelhante.

Quem se apresenta no campo espiritual buscando a iluminação, não tem condição de impor requisitos, mas, aceitá-los conforme são e devem ser seguidos.

Não se trata de um mercado de valores comezinhos, que devem ser leiloados e postos para a disputa dos interesses subalternos.

O compromisso com a fé religiosa é de alta relevância, pois se trata de ensejar a libertação do indivíduo, dos vícios e delitos a que se condicionou, e que o atormentam.

São graves os quesitos da fé religiosa.

Mesmo em se tratando de preservar a liberdade do candidato à fé, ela não modifica os programas que devem ser considerados e aplicados na transformação moral íntima.

Estabelecida a dieta moral, o necessitado de diretriz esforça-se para aplicar, incorporar as lições hauridas no seu cotidiano. Nenhuma modernidade altera as leis da vida, que são imutáveis.

Desse modo, o compromisso com a fé não permite ao indivíduo adaptar a linha direcional da doutrina que busca aos seus hábitos perniciosos e às suas debilidades morais.

*

O Espiritismo apoia-se moralmente nas lições de Jesus, sendo a sua, a mesma moral vivida e ensinada pelo Mestre.

Adaptar essa moral às licenças atuais, aos escapismos éticos em moda, às concessões sentimentais de cada um, constitui grave desconsideração ao excelente conteúdo que viceja no pensamento espírita.

Indispensável que o compromisso com a fé espírita mantenha-se inalterado, sem a incorporação dos modismos perniciosos e perturbadores do momento, assim ensejando a transformação moral para melhor de todos quantos o aceitem em caráter de elevação.

Somente assim, todo aquele que abrace a fé, que luz na Doutrina Espírita, terá condições para vencer estes difíceis dias em paz de consciência, mesmo que sob chuvas de incompreensões e desafios constantes do mal, dos vícios e dos perturbadores.

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos Enriquecedores. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

O que encontraremos após a desencarnação?

 Postado por Patrizia Gardona em 24 julho 2020 às 6:34 0 Comentários 1 Curtiu isto

Muitos de nós achamos que, nós e nossos entes queridos, sofremos sem merecer no plano físico. Geralmente vemos nosso ente querido como o melhor do mundo, sem defeitos. E pela dificuldade em detectarmos nossas falhas, temos dificuldade em corrigi-las, aí vivemos como se o berço fosse o começo e o túmulo o fim. Mas daí, somos surpreendidos ao retornarmos ao plano espiritual. Porque seremos cobrados pelo que fizemos e também pelo que deixamos de fazer tanto a nós mesmos como ao próximo.

Reencontro com os entes queridos após a desencarnação

Pergunta 286: “A alma, ao deixar o corpo logo após a morte, vê imediatamente parentes e amigos que precederam no mundo dos Espíritos?”

Resposta: Imediatamente não é bem a palavra. Como já dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da matéria.

Observação: Cada desencarnação é diferente da outra. Lembremos o caso de André Luiz que, ao desencarnar foi para o Umbral e lá ficou por 8 anos. E ao ser resgatado e levado para Nosso Lar levou algum tempo para receber a visita da mãe que estava em um plano superior ao dele.

Pergunta 289: “Nossos parentes e amigos vêm “algumas vezes” ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

Resposta: Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.

Observação: A pergunta é clara, diz “algumas vezes” e os Espíritos explicam que nem todos são recebidos pelos parentes e amigos, porque não fizeram por merecer.

Exemplo: No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que se suicidou logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanhá-lo. Mas não aconteceu o esperado:

Em março de 1865, um jovem de 21 anos de idade, que estava gravemente enfermo, prevendo o desenlace, chamou sua mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo lágrimas, disse-lhe: “Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te”. Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.

Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.

Quando evocaram o rapaz, este disse que sabia do suicídio da mãe, e que esta, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor. Disse ele: “Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea . . .” e aconselhou: “Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna.”

Quando evocaram a mãe, esta gritava: “Quero ver meu filho . . .” Quero-o, porque me pertence! . . .” “. . . Nada vale o amor materno? Tê-lo carregado no ventre por nove meses; tê-lo amamentado; nutrido a carne da sua carne; sangue do meu sangue; guiado os seus passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome Deus e o doce nome mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perde-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava! Não, Deus não é justo; não é o Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos . . .” “. . . Meu filho! Meu filho, onde estás?”

Esta mãe, buscou um triste recurso para se reunir ao filho. O suicídio é um crime aos olhos de Deus, e devemos saber que as Leis de Deus punem toda infração. A ausência do filho é a punição desta mãe.

Pergunta 290: “Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?”

Resposta: Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para seu adiantamento. Se um deles é mais avançado e marcha mais rápido do que o outro, não poderão permanecer juntos. Poderão se ver algumas vezes, mas somente estarão para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfeição. Além disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.

Observação: Quando estamos no mesmo grau de elevação e os que desencarnaram antes de nós não reencarnaram poderemos nos reunir “temporariamente”. Se reencarnamos várias vezes, como reunir as famílias de todas as encarnações? Por isso, quando a reunião é possível, esta é temporária. A evolução necessita da reencarnação, desse vai e vem no corpo físico.

“SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA, SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS.” – ( Coríntios: 1519)

 Postado por Patrizia Gardona em 24 julho 2020 às 6:34 0 Comentários 1 Curtiu isto

Muitos de nós achamos que, nós e nossos entes queridos, sofremos sem merecer no plano físico. Geralmente vemos nosso ente querido como o melhor do mundo, sem defeitos. E pela dificuldade em detectarmos nossas falhas, temos dificuldade em corrigi-las, aí vivemos como se o berço fosse o começo e o túmulo o fim. Mas daí, somos surpreendidos ao retornarmos ao plano espiritual. Porque seremos cobrados pelo que fizemos e também pelo que deixamos de fazer tanto a nós mesmos como ao próximo.

Reencontro com os entes queridos após a desencarnação

Pergunta 286: “A alma, ao deixar o corpo logo após a morte, vê imediatamente parentes e amigos que precederam no mundo dos Espíritos?”

Resposta: Imediatamente não é bem a palavra. Como já dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da matéria.

Observação: Cada desencarnação é diferente da outra. Lembremos o caso de André Luiz que, ao desencarnar foi para o Umbral e lá ficou por 8 anos. E ao ser resgatado e levado para Nosso Lar levou algum tempo para receber a visita da mãe que estava em um plano superior ao dele.

Pergunta 289: “Nossos parentes e amigos vêm “algumas vezes” ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

Resposta: Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.

Observação: A pergunta é clara, diz “algumas vezes” e os Espíritos explicam que nem todos são recebidos pelos parentes e amigos, porque não fizeram por merecer.

Exemplo: No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que se suicidou logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanhá-lo. Mas não aconteceu o esperado:

Em março de 1865, um jovem de 21 anos de idade, que estava gravemente enfermo, prevendo o desenlace, chamou sua mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo lágrimas, disse-lhe: “Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te”. Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.

Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.

Quando evocaram o rapaz, este disse que sabia do suicídio da mãe, e que esta, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor. Disse ele: “Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea . . .” e aconselhou: “Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna.”

Quando evocaram a mãe, esta gritava: “Quero ver meu filho . . .” Quero-o, porque me pertence! . . .” “. . . Nada vale o amor materno? Tê-lo carregado no ventre por nove meses; tê-lo amamentado; nutrido a carne da sua carne; sangue do meu sangue; guiado os seus passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome Deus e o doce nome mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perde-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava! Não, Deus não é justo; não é o Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos . . .” “. . . Meu filho! Meu filho, onde estás?”

Esta mãe, buscou um triste recurso para se reunir ao filho. O suicídio é um crime aos olhos de Deus, e devemos saber que as Leis de Deus punem toda infração. A ausência do filho é a punição desta mãe.

Pergunta 290: “Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?”

Resposta: Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para seu adiantamento. Se um deles é mais avançado e marcha mais rápido do que o outro, não poderão permanecer juntos. Poderão se ver algumas vezes, mas somente estarão para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfeição. Além disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.

Observação: Quando estamos no mesmo grau de elevação e os que desencarnaram antes de nós não reencarnaram poderemos nos reunir “temporariamente”. Se reencarnamos várias vezes, como reunir as famílias de todas as encarnações? Por isso, quando a reunião é possível, esta é temporária. A evolução necessita da reencarnação, desse vai e vem no corpo físico.

“SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA, SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS.” – ( Coríntios: 1519)Postado por Patrizia Gardona em 24 julho 2020 às 6:34 0 Comentários 1 Curtiu isto

Muitos de nós achamos que, nós e nossos entes queridos, sofremos sem merecer no plano físico. Geralmente vemos nosso ente querido como o melhor do mundo, sem defeitos. E pela dificuldade em detectarmos nossas falhas, temos dificuldade em corrigi-las, aí vivemos como se o berço fosse o começo e o túmulo o fim. Mas daí, somos surpreendidos ao retornarmos ao plano espiritual. Porque seremos cobrados pelo que fizemos e também pelo que deixamos de fazer tanto a nós mesmos como ao próximo.

Reencontro com os entes queridos após a desencarnação

Pergunta 286: “A alma, ao deixar o corpo logo após a morte, vê imediatamente parentes e amigos que precederam no mundo dos Espíritos?”

Resposta: Imediatamente não é bem a palavra. Como já dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da matéria.

Observação: Cada desencarnação é diferente da outra. Lembremos o caso de André Luiz que, ao desencarnar foi para o Umbral e lá ficou por 8 anos. E ao ser resgatado e levado para Nosso Lar levou algum tempo para receber a visita da mãe que estava em um plano superior ao dele.

Pergunta 289: “Nossos parentes e amigos vêm “algumas vezes” ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

Resposta: Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.

Observação: A pergunta é clara, diz “algumas vezes” e os Espíritos explicam que nem todos são recebidos pelos parentes e amigos, porque não fizeram por merecer.

Exemplo: No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que se suicidou logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanhá-lo. Mas não aconteceu o esperado:

Em março de 1865, um jovem de 21 anos de idade, que estava gravemente enfermo, prevendo o desenlace, chamou sua mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo lágrimas, disse-lhe: “Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te”. Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.

Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.

Quando evocaram o rapaz, este disse que sabia do suicídio da mãe, e que esta, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor. Disse ele: “Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea . . .” e aconselhou: “Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna.”

Quando evocaram a mãe, esta gritava: “Quero ver meu filho . . .” Quero-o, porque me pertence! . . .” “. . . Nada vale o amor materno? Tê-lo carregado no ventre por nove meses; tê-lo amamentado; nutrido a carne da sua carne; sangue do meu sangue; guiado os seus passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome Deus e o doce nome mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perde-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava! Não, Deus não é justo; não é o Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos . . .” “. . . Meu filho! Meu filho, onde estás?”

Esta mãe, buscou um triste recurso para se reunir ao filho. O suicídio é um crime aos olhos de Deus, e devemos saber que as Leis de Deus punem toda infração. A ausência do filho é a punição desta mãe.

Pergunta 290: “Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?”

Resposta: Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para seu adiantamento. Se um deles é mais avançado e marcha mais rápido do que o outro, não poderão permanecer juntos. Poderão se ver algumas vezes, mas somente estarão para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfeição. Além disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.

Observação: Quando estamos no mesmo grau de elevação e os que desencarnaram antes de nós não reencarnaram poderemos nos reunir “temporariamente”. Se reencarnamos várias vezes, como reunir as famílias de todas as encarnações? Por isso, quando a reunião é possível, esta é temporária. A evolução necessita da reencarnação, desse vai e vem no corpo físico.

“SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA, SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS.” – ( Coríntios: 1519)

O JOVEM SUBJUGADO POR UM ESPIRITO ALCOÓLATRA.

Certa vez, eu, Sr. Rubens e mais dois amigos, encontrávamos-nos em frente do Kardec conversando sobre assuntos diversos. A reunião pública do domingo havia terminado e todas os frequentadores já tinham se ausentado.
Estávamos nos despedindo quando um carro em alta velocidade parou e dois jovens que estavam na frente do veículo desceram assustados, pedindo socorro ao amigo que estava deitado no banco de trás. Paulo (nome fictício) apresentava todas as características de forte embriaguez. Não conseguia sequer articular palavras e quando tentava eram ininteligíveis.
Seus amigos nos informaram que ele viera de São Paulo passar o feriado prolongado daquela semana em Rio Preto e que, de repente, ficara embriagado. Que Paulo, em desespero e com muita dificuldade, havia lhes dito para procurar um Centro Espírita. E lá estavam buscando socorro.
Sr. Rubens pediu aos rapazes que o carregassem (sim, porque Paulo não conseguia ficar em pé e andar) até à sala de passes para o atendimento. Foi penoso ver aquele jovem naquela situação. Seus amigos quase não conseguiram retirá-lo do assento de trás do carro, pois Paulo não conseguia levantar-se sozinho e se encontrava quase sem consciência.
Nesse momento eu perguntei ao Sr. Rubens se poderíamos acompanhá-los a fim de colaborarmos nos passes. Sr. Rubens agradeceu e disse que cuidaria sozinho do caso.
Desceram, então, Sr. Rubens, Paulo e seus dois amigos carregando Paulo até a sala de passes.
Eu e os demais trabalhadores continuamos à frente do Kardec aguardando o desfecho bem como a postos para qualquer ajuda ao caso.
Dez minutos se passaram….. Após o afastamento temporário da entidade, Paulo e Sr. Rubens aparecem conversando descontraidamente como se nada houvera acontecido. Surpreendeu-me o novo estado do jovem. Apresentava-se, agora, como todos nós, sem apresentar qualquer sintoma de embriaguez. Articulava perfeitamente as palavras com total lucidez e explicava seu caso.
Estava sendo atendido por uma casa espírita de São Paulo. O Espírito que o assediava era alcoólatra e todas as vezes que se ligava mais fortemente a ele, médium natural, apresentava todos os sintomas da embriaguez. Não conseguia, ainda, dominar a ação do obsessor.
Sr. Rubens, então, orientou-o e, dentre outras recomendações, disse que ele não podia em hipótese alguma ingerir bebida alcoólica.
Nesse momento os dois jovens que o acompanhavam disseram que ele havia tomado apenas meio copo de cerveja quando caiu no chão e apresentou aquele quadro.
Mas Paulo não podia ingerir qualquer quantidade de álcool, mesmo que diminuta, um gole sequer, pois imediatamente estabelecia a sintonia com a entidade espiritual. O álcool funcionava como uma espécie de “gatilho” para a ação da entidade.
Os jovens se despediram agradecendo a ajuda e foram embora alegres e aliviados.
Até aquele momento eu não havia presenciado algo parecido. Sabia, através de relatos, que os médiuns umbandistas, sob ação de algumas entidades, bebiam garrafas inteiras de pinga e quando saíam do transe nada sentiam. Era como se tivessem ingerido água.
No caso de Paulo, ocorria o inverso. Mesmo sem ingerir álcool ele “ficava embriagado” porque o espírito que o assediava era alcoólatra e se satisfazia absorvendo os vapores da bebida através de encarnados afins, que encontrava facilmente em bares e outros locais. Quando se aproximava e conseguia sintonia com Paulo, já se encontrava “bêbado”, deixando o médium com todas as sensações e aparências da embriaguez.

Tratava-se de um caso de subjugação espiritual, caso avançado de obsessão.
Como nos ensina Kardec: “A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”.
Fernando Rossit.