terça-feira, 26 de julho de 2016

ATIVIDADE NOTURNA DO ESPÍRITO OU DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL



Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues.
 A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente). Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas.
Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro.
Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.
Preparação para o Sono
Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.
Façamos um preparo para o nosso repouso diário:
Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.
Mental Espiritual - leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.
Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.
Perispírito e Desdobramento
Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço. (Allan Kardec , A Gênese, Cap. XIV, It 23).
Gabriel Delanne, em “O Espiritismo perante a Ciência”, conclui: A melhor prova de existência do perispírito é mostrar que o homem pode desdobrar-se em certas circunstâncias.
Desdobramento
É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.
O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.
Os desdobramentos podem ser:
a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.
b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.
c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.
d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.
e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.
e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Centro espírita Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Um centro espírita é uma entidade filantrópica que desenvolve suas atividades com base na Doutrina Espírita,[1] [2] codificada nas obras básicas de Allan Kardec, motivo pelo qual muitos definem os espíritas como Kardecistas. A Doutrina Espírita (o Espiritismo) não é a mesma coisa que o Espiritualismo porém está dentro deste, e o princípio do Espiritualismo é encontrado em várias das doutrinas/religiões que creem na reencarnação, no espírito além da matéria, etc. Portanto, é uma doutrina diferente da aplicada em outras filosofias e religiões, tais como a Umbanda e o Candomblé.

Atividades[editar | editar código-fonte]

Em um Centro Espírita, como citado anteriormente, são realizadas algumas atividades, onde as mais comuns são:
  • Reuniões Públicas
Abertas ao público em geral, onde são apresentados em palestras, temas que vão desde Jesus e o evangelho, até mediunidade, lei de causa e efeito, etc. Nos dias de reunião pública, na maioria dos Centros Espíritas são executadas também as atividades do Passe, atendimento fraterno e o fornecimento de Água Fluidificada.
  • Evangelização (ou Educação) Espírita
Aulas e atividades com crianças e adolescentes, cujo conteúdo é a transmissão da visão espírita sobre Deus, Prece, Jesus e seus ensinamentos, as Leis Naturais, as Leis Morais, temas evangélicos, as atividades do Centro Espírita e temas de interesse das crianças e jovens (sempre sob a ótica espírita), procurando despertar e/ou desenvolver virtudes para uma vivência espiritualizada e sadia no lar e na sociedade, dentro da perspectiva do espírito imortal.
Grupo de jovens que se reúne semanalmente para estudar o Espiritismo, realizar tarefas assistenciais e conviver de forma sadia.
  • Reuniões de Educação Mediúnica
Podem ser abertas ou fechadas ao público. É recomendado que estas reuniões sejam fechadas ao público, abertas somente a pessoas que estejam preparadas para participar destas, ou então onde o contexto e o planejamento da reunião permita a entrada de pessoas onde o objetivo da participação esteja de acordo com os princípios do Amor e da Caridade. Um exemplo deste segundo eram as reuniões realizadas pelo médium Chico Xavier, onde muitas pessoas tinham acesso ao recinto, por buscarem informações de seus entes queridos já desencarnados. Esta reunião é composta de Médiuns de Sustentação, Médiuns Esclarecedores e Médiuns Ostensivos. Espíritos são trazidos nestas reuniões, com o objetivo de tratamento pelos presentes no plano físico e extrafísico. Na maioria dos casos são espíritos desencarnados, mas eventualmente são trazidos espíritos encarnados, em estado de desdobramento. É uma reunião onde os trabalhos são desenvolvidos, ao mesmo tempo, no Plano Espiritual e no Plano Físico, cada plano com sua coordenação e com seus participantes, mas atuando todos em conjunto, sob a supervisão dos mentores do Plano Espiritual. O principal objetivo é atender os espíritos (desencarnados ou não) que estejam em sofrimento ou incorrendo em atitudes erradas e, com isso, ajudar os médiuns encarnados a educar as suas faculdades mediúnicas e a se aprimorarem moralmente através do exemplo. Nos encontros espíritos considerados superiores também passam mensagens de esperança e bom ânimo para os presentes.
  • Reuniões de Assistência Espiritual
Centro Espírita Luiz Gonzaga (2008), cofundado em 1927 por Chico Xavier emPedro Leopoldo, Minas Gerais.
São semelhantes às reuniões de Educação Mediúnica, porém, fechadas ao público. A literatura espírita na maioria dos casos define esta reunião como "Reunião de desobsessão",[3] mas este termo vem sendo modificado, em função de nesta reunião não participarem somente obsessores e obsediados, como também espíritos em casos de perturbação diferentes destes citados. É uma reunião onde os trabalhos são desenvolvidos, ao mesmo tempo, no Plano Espiritual e no Plano Físico, cada plano com sua coordenação e com seus participantes, mas atuando todos em conjunto, sob a supervisão dos mentores do Plano Espiritual. No meio espírita, eventualmente se ouve falar de relatos sobre atividades socorristas realizadas nestas reuniões para ajudar espíritos desencarnados em desastres com grande número de vítimas, como nos atentados de 11 de setembro de 2001, no naufrágio doBateau Mouche em 31 de dezembro de 1988 ou nos acidentes com os aviões da TAM em 17 de julho de 2007 e da GOL em 29 de setembro de 2006.
Centro espírita em Valença, no Rio de Janeiro.
  • Reuniões/Sessões de Tratamento
Acontece geralmente no mesmo dia das reuniões públicas, mas em local isolado do local das palestras. A reunião é composta por Médiuns de Cura e Médiuns Ostensivos, onde o primeiro atua no chamado "Receituário Mediúnico", e o segundo auxilia com a doação de fluidos e nas aplicações a enfermos que procuram o Centro Espírita. Uma aplicação, de forma simplista, é semelhante aoPasse, mas com ação mais profunda no enfermo, após análise detalhada por médicos do Plano Espiritual. Nesta reunião também são realizadas cirurgias espirituais, com participação dos Médiuns Ostensivos e dos Médiuns de Cura. É uma reunião onde os trabalhos são desenvolvidos, ao mesmo tempo, no Plano Espiritual e no Plano Físico, cada plano com sua coordenação e com seus participantes, mas atuando todos em conjunto, sob a supervisão dos mentores do Plano Espiritual.
Um centro espírita chamado "Chico Xavier" e com o lema "Estudo, prática e difusão do Evangelho de Jesus".
  • Trabalhos Assistenciais
O Centro Espírita também realiza trabalhos de cunho filantrópico assistencialista, como por exemplo creches e lares para órfãos e idosos,[1] e também ações e eventos com o objetivo de arrecadação de alimentos, como a Campanha do Quilo. É comum o Centro Espírita realizar estas atividades semanalmente, uma ou duas vezes durante a semana. Alguns centros também fundaram hospitais com atendimentos gratuitos e fornecem cursos educacionais e profissionalizantes.[1]
À exemplo do trabalho assistencial espírita, no natal de 1965 os médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira promoveram uma distribuição de alimentos e roupas para mais de onze mil pessoas que formaram uma fila na porta do centro Comunhão Espírita Cristã emUberaba, Minas Gerais.[4] Os espíritas têm a caridade como lema moral da doutrina. Segundo a doutrina, só através dela o espírito se aprimora e exercita os bons sentimentos, se afastando por consequência das tendências e influências negativas.[5]
  • Receituário Mediúnico
É muito comum pessoas procurarem um Centro Espírita em busca de solução para seus problemas, como patologias físicas ou mentais. Quando alguém procura o Centro Espírita com objetivo do tipo, o procedimento recomendado e praticado pela maioria das casas espíritas sérias, é o do Receituário Mediúnico, que é uma espécie de receita médica, mas não uma. Obs.: Num Centro Espírita não são prescritos remédios da medicina tradicional, e sim sugeridos compostos da Homeopatia, somente.
O Centro Espírita deve possuir um departamento de "Atendimento Fraterno", que a pessoa em busca da ajuda deve procurar. Ao chegar neste departamento, a pessoa é atendida por um voluntário, que escreve no receituário o problema apresentado pelo solicitante. Após isto, o receituário é enviado para o Atendimento Fraterno, que analisa a necessidade e avalia sua gravidade. O membro do atendimento fraterno chama o solicitante para uma breve conversa, com o objetivo de realizar uma triagem, e também de entender melhor a necessidade apresentada. Uma vez considerado que é necessário intervenção da espiritualidade no caso apresentado, o receituário é enviado para a sala de tratamento, onde um Médium Ostensivo trabalhando com um médico do Plano Espiritual, irá atender à necessidade do solicitante, após examiná-lo (presencialmente ou à distância). Em outros casos, a própria equipe de atendimento fraterno realiza o atendimento, atendendo à necessidade do solicitante. O receituário preenchido pela equipe de tratamento geralmente é entregue ao final da reunião pública.
Casos comuns são os de pessoas procurando notícias de parentes desencarnados e pessoas buscando soluções para doenças e que não encontraram resposta na medicina tradicional. De acordo com cada caso são apresentadas as soluções, que às vezes podem ser recomendações de leitura, passes, como podem ser sugeridas cirurgias ou sessões de aplicações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1.  Ir para:a b c ABIB, D.. CULTURA ESPÍRITA NO BRASIL/ SPIRITIST CULTURE IN BRASIL. Brazilian Cultural Studies, América do Norte, 224 07 2013. p. 121-122.
  2. Ir para cima (Ph.D) BRAGDON, Emma. Spiritism and Mental Health: Practices from Spiritist Centers and Spiritist Psychiatric Hospitals in Brazil. Londres: Singing Dragon Publishers, 2011.
  3. Ir para cima Desobsessão - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Federação Espírita Brasileira - Departamento Editorial - Rua Souza Valente, 17 CEP: 20941-040 - Rio - RJ - Brasil
  4. Ir para cima Marcel Souto Maior. As Vidas de Chico Xavier. Editora Planeta. 2003. p.172 ISBN 978-85-7479-574-4
  5. Ir para cima http://www.espirito.org.br/portal/artigos/iso-jorge/reunioes-mediunicas.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]