terça-feira, 7 de outubro de 2014

O porvir e o nada (do livro o ceu e o inferno)

O Céu e o Inferno — 1ª Parte ©


Capítulo primeiro


O PORVIR E O NADA

1— Vivemos, pensamos e operamos, eis o que é positivo; e que morremos, não é menos certo. 2 Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? 3 Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez? É uma tese, essa, que se impõe.
4 Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz. 5 Dizei ao moribundo que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará.6 Mas, de que serviriam essas aspirações de felicidade, se um leve sopro pudesse dissipá-las?
7 Haverá algo de mais desesperador do que esse pensamento da destruição absoluta? Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! 8 De nada nos serviria, portanto, quaisquer esforço no sofreamento das paixões, de fadigas para nos ilustrarmos, de devotamento à causa do progresso, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos serviria tudo isso. 9 Se assim fora, a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto, porque este vive inteiramente do presente na satisfação dos seus apetites materiais, sem aspiração para o futuro. 10 Diz-nos uma secreta intuição, porém, que isso não é possível.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Artigo interessante

Cientistas comprovam a reencarnação humana
Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.
Além do tempo e do espaço
Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
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A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.
Vários mundos
Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
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O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.
Alma
Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
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Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?
Grande abraço!
Indicação: Pedro Lopes Martins
Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dificuldades e entendimento na prática espirita

Das Dificuldades do
Espiritismo Prático




Iniciemos pela definição das palavras. Dificuldade é substantivo feminino e indica qualidade de difícil, ou o que não é fácil, obstáculo, objeção, impedimento; prático é adjetivo, concernente à prática (ação ou efeito de praticar, experiência, uso pelo exercício, aplicação da teoria) ou aquilo que não se limita à teoria. E a definição de Espiritismo, dada pelo próprio Codificador é que O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal (1).
 
Quando se fala em Espiritismo prático, logo pensa-se em prática mediúnica, mas a definição do próprio vocábulo prático, como acima indicado, refere-se também à aplicação da teoria, além da própria ação ou efeito de praticar. Ora, isto vai além da prática mediúnica, no intercâmbio com os espíritos, e alcança a questão da vivência prática dos ensinos espíritas. Não fica, portanto, limitado à prática da mera participação em fenômenos mediúnicos e sim abrange também a vivência ou prática de hábitos coerentes com a proposta espírita.

Podemos, em conseqüência, analisar o assunto sob as duas óticas.
 
No último parágrafo do item XII da Introdução de O Livro dos Espíritos (2), Kardec pondera sobre a questão das mistificações, entre erros e equívocos, como uma das dificuldades do Espiritismo prático. Aliás, todo aquele item da citada introdução aborda a questão, referindo-se a uma das dificuldades do intercâmbio mediúnico. E no segundo parágrafo do item XVII da mesma introdução (3), já ao final, comenta sobre o fim grande e útil dos estudos espíritas e mesmo do intercâmbio mediúnico: o do progresso individual e social. Aí já podemos enquadrar o assunto como uma das dificuldades do Espiritismo prático sob o ponto de vista moral. Ou, em outras palavras, o da vivência dos ensinos.

Podemos concluir, pois, que o Espiritismo prático não está restrito à prática mediúnica, mas abrange, repetimos, a prática da vivência, muito além da prática mediúnica.

Aí surge, com toda expressão, a importância dos estudos espíritas e dos núcleos inspirados pelo ideal espírita, pois que fomentador dessa autêntica prática do Espiritismo. Aliás, o compromisso maior, prioritário, dos grupos espíritas é exatamente ensinar Espiritismo, propiciando estudo e divulgação dos postulados espíritas. E isto de maneira sadia, didática, atraente, motivadora do interesse pelo estudo e vivência do Espiritismo.

Neste ponto, podemos indagar quais são as dificuldades?


Sob o ponto de vista do intercâmbio mediúnico.

Se analisadas do ponto de vista do intercâmbio mediúnico espírita, podemos relacionar a questão da insegurança dos novatos; a ausência do estudo doutrinário - sempre causadora de distorções e absurdos; a indisciplina na prática quanto a horários e assiduidade; a falta de comprometimento com a causa; a rivalidade entre integrantes ou entre grupos; a priorização do fenômeno em detrimento do estudo; o endeusamento de médiuns e/ou dirigentes; a confiança cega nos espíritos comunicantes; a obsessão; a liderança distorcida; as mistificações; a introdução de práticas estranhas, entre outras tantas dificuldades. Claro que variáveis de grupo para grupo, de médium para médium, e até de região para região. Mas podemos asseverar que sempre fruto da ausência do estudo doutrinário corretamente conduzido.


E onde a solução?

No próprio estudo, em diálogos construtivos de reuniões que visam exatamente esclarecer o participante de reuniões mediúnicas. Para a prática mediúnica este recurso do estudo é insubstituível e O Livro dos Médiuns é obra insuperável. Nele se encontram as diretrizes para a correta compreensão e prática do fenômeno. Já na Introdução da monumental obra, Kardec assinala que "A experiência nos confirma todos os dias, nesta opinião, que as dificuldades e as decepções, que se encontram na prática do Espiritismo, tem sua fonte na ignorância dos princípios desta ciência..." (4).

Entre capítulos importantes, destacamos aos leitores o capítulo XXIV (5), que trata da Identidade dos Espíritos. Exatamente no item 267 (em 26 princípios) Kardec enumera os meios de reconhecer a qualidade dos espíritos e no item 268 (em 28 questões), traz perguntas sobre a natureza e a identidade dos espíritos.

Notem os leitores que este é apenas um dos temas. Existem outras dificuldades que o estudo pode dirimir. Destacamos os itens acima pela importância didática do assunto e que muito pode auxiliar na superação de dificuldades e decepções na prática mediúnica. Sugerimos, pois, ao leitor, com todo empenho, a consulta a essas fontes, pois fica inviável a transcrição neste pequeno espaço.

Também, no capítulo XXVII da mesma obra (6), que trata Das Contradições e das Mistificações, outro tema importante no rol das dificuldades, o estudioso e pesquisador espírita poderá encontrar muitas respostas. Os itens 299 a 301 oferecem subsídios para troca de muitas idéias e na superação de muitas dificuldades.


Sob o ponto de vista da vivência espírita

Talvez aqui as dificuldades sejam maiores. No item anterior verificamos que o estudo pode superar muitos desses obstáculos. Aqui, porém, surge a questão da modificação interior de cada adepto espírita. É interessante que a postura aqui interfere no assunto tratado no item anterior. Pois é exatamente a carência moral que mantém o orgulho, o egoísmo, a inveja, que muitas vezes pode estar trazendo dificuldades para a prática do intercâmbio propriamente dito.
Mas, sem pensar agora na questão do intercâmbio e sim na fundamental questão da vivência individual e coletiva do ensino espírita, verificamos que as dificuldades aqui também são consideráveis.

Comparecem a inveja, o ciúme, a disputa, a maledicência e outros importantes inimigos da felicidade humana e da paz que se quer construir.

Se analisarmos qualquer instituição e solicitarmos aos presentes numa reunião de avaliação dos problemas que os estejam afetando, descobriremos que no fundo dos problemas estão presentes, com toda a força, o orgulho e o egoísmo. Também a inveja e o ciúme, a imposição de idéias, o autoritarismo, as tentativas de domínio, o desrespeito às diferenças, a ausência de solidariedade. Mas acima de tudo, a ausência da caridade, que segundo Jesus, é a indulgência, a benevolência, o perdão (7). Sentimentos sempre ausentes onde a irritação, a impaciência, a crítica e demais defeitos morais estão agindo.

É aí que surgem as divisões, as divergências.

E podemos perguntar novamente:

Onde a solução?

Recorramos à obra basilar do Espiritismo: O Livro dos Espíritos.

Na Conclusão, item IX, 4º parágrafo (8), o Espírito Santo Agostinho indica que as dissidências são mais de forma que de fundo e que os espíritas deverão unir-se no objetivo comum: o amor de Deus e a prática do bem. E mais: o objetivo final é um só: fazer o bem. Na mesma Conclusão, no item VII, há ainda a classificação dos verdadeiros adeptos do Espiritismo e que são apresentados como os que praticam ou se esforçam por praticar essa moral.

Conclusão

Verifica-se, portanto, que as dificuldades são oriundas da falta de conhecimento (ausência do estudo) e da falta de vivência prática (ausência do esforço de melhora individual).

O Espiritismo prático está portanto muito mais na vivência do comportamento espírita que na prática mediúnica, mas em ambos as dificuldades existem em função das próprias dificuldades humanas em agir coerentemente com a teoria já a disposição.

Na prática mediúnica, quando inventamos ou quando não estudamos criamos dificuldades; na vivência quando desprezamos o aspecto principal, ou seja, o esforço do auto aprimoramento moral, criamos as dificuldades todas que aí estão.

Estudando o Espiritismo e esforçando-nos por incorporá-lo ao próprio comportamento será, pois, o caminho de superação das dificuldades do espiritismo prático.

Por tudo isto, a título de conclusão, sugerimos aos leitores a leitura reflexiva do item 350 (capítulo XXIX da Segunda parte), de O Livro dos Médiuns (9), onde o Codificador convida as sociedades espíritas, composta naturalmente dos adeptos do Espiritismo, a se estenderem mãos fraternais e buscarem viver o ideal maior da Doutrina Espírita, ou seja, a vivência da união, da simpatia, da fraternidade recíprocas. E aí estarão superadas as dificuldades do Espiritismo prático.
 Notas:
(1) em O Que é o Espiritismo, 31ª edição FEB, 1987, Rio (RJ), Preâmbulo, página 50.
(2) página 38 da 78ª edição FEB, 1997, Rio (RJ), tradução de Guillon Ribeiro.
(3) página 46 da 78ª edição FEB, 1997, Rio (RJ), tradução de Guillon Ribeiro.
(4) 29ª edição IDE, 1987, Araras-SP, página 7, tradução Salvador Gentille.
(5) 29ª edição IDE, 1987, Araras-SP, página 294, tradução Salvador Gentille.
(6) 29ª edição IDE, 1987, Araras-SP, página 364, tradução Salvador Gentille
(7) Questão 886 de O Livro dos Espíritos.
(8) página 492 da 78ª edição FEB, 1997, Rio (RJ), tradução de Guillon Ribeiro.
(9) página 406 da 29ª edição IDE, nov/1993, tradução de Salvador Gentille.

Artigo publicado na revista REFORMADOR, de junho de 2003 e  reproduzido com autorização do autor.