sábado, 23 de maio de 2015
Reflexão
O que estou fazendo na Terra?
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=2978&onde=1
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
Mensagem de Bezerra de Menezes
A Profunda Mensagem de Bezerra de Menezes
Meus filhos:
Que Jesus nos abençoe.
A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no
qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida.
Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura
cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham
proporcionado.
Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com
as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões
campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos
que trazem os processos afligentes e degenerativos.
Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo
de provas e de expiações para mundo de regeneração.
Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta
hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto
esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da
ética e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...
Não seja, pois, de estranhar, que a dor, sob vários aspectos, espraia-se
no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à
reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar
as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.
Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão. As ameaças de natureza
sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do
planeta. O crime campeia à solta e a floração da juventude entrega-se, com
exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à
agressividade.
Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão
liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos
e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem
ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente
permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes
inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza
primitiva, como nos aconteceu no passado.
Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos
passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da
inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e
espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na
matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da
sociedade.
Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as
consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles,
psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os
médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm
as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições
contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui
todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve
a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.
Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas
existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes
na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes,
dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.
O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado,
ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.
Dai-vos as mãos! Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais
de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem-se
secundários diante das metas a alcançar.
Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e
compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes,
dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficai atentos: tendes
compromissos com Jesus...
Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos.
Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para
a anestesia da ilusão. Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.
Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica,
financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do
serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai
Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos
defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.
Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da
última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro
momento.
Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no
relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções:
as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e
também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.
Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar
em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um
mundo novo, rogamos a Ele, nosso Divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e
nos dê a Sua paz.
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,
terça-feira, 28 de abril de 2015
Comandar sem desmandos?
Autoridade (Mandar ou Comanadar?)
O que é a autoridade? Existe diferença entre ela e o autoritarismo? Qual
foi a lição de Jesus sobre o assunto? A autoridade verdadeiramente nos
pertence? Será cobrado de nós, um dia, o uso que fazemos do nosso poder perante
os demais?
Uma das definições de autoridade
é: “Direito ou poder de mandar”. [1]
Todo agrupamento social – uma
nação, cidade, empresa, um grupo familiar, a própria Casa Espírita... –
necessita de um líder que exerça o poder com a finalidade de organizá-lo,
dirigi-lo e mantê-lo.
Porém, não é tão raro que o
direito de mandar fascine aquele que o possui, distorcendo sua capacidade de
pensar e agir, porque esse deslumbre faz com que o “poderoso”, intimamente, se
coloque num pedestal e olhe, de cima para baixo, todos aqueles que dele
dependem.
Analisando, historicamente, o uso da autoridade, por muito tempo
prevaleceu na sociedade humana - salvo algumas exceções atuais - o exercício do
poder contra a igualdade e a justiça, para a subordinação de indivíduos e
povos. Ocorreram, então, os mais variados desmandos através da tirania e da
opressão. E isso porque as diretrizes
sociais eram determinadas pelo indivíduo ou pelo povo mais forte, que
estabelecia as regras em função dos próprios interesses. Aos menos fortes, não
restava outra alternativa senão obedecer. O que vigorava, portanto, era a
autoridade caracterizada pelo comando absoluto e a obediência irrestrita. Quem
liderava não prestava contas senão aos seus superiores, se os tivesse, e sempre
tinha a razão perante os seus inferiores. Era o autoritarismo, o despotismo ou
o absolutismo.
O inconveniente, porém, é que, ainda hoje, prevalece esse tipo de
comportamento em certas criaturas. Em seu desequilíbrio e “sede” de poder,
impõem ordens e regras que, obedecidas passivamente, lhes trazem um enorme
prazer e satisfação. Mas, em virtude do medo de perderem o respeito, acreditam
que precisam ser temidas. E, para sustentarem o seu status de “poderosa”,
costumam adotar uma postura fria, rígida, arrogante, altiva, ameaçadora,
intransigente, intimidativa, enfim, de total desrespeito à pessoa do outro.
Compreensível se torna, assim, a
diferença entre a autoridade e o autoritarismo. A autoridade é a liderança
necessária, na qual se exerce o poder com o objetivo de gerenciar – organizar,
conduzir – o desenvolvimento e a harmonia do grupo. O autoritarismo se
caracteriza pela tirania e opressão, em que se pratica o comando com fins
egoísticos.
****
Na questão 684 de O LIVRO DOS
ESPÍRITOS, Allan Kardec pergunta: “Que se deve pensar dos que abusam de sua
autoridade, impondo a seus inferiores excessivo trabalho (afazeres, tarefas e
exigências)?”
Resposta: “Isso é uma das piores
ações. Todo aquele que tem o poder de mandar é responsável pelo excesso de
trabalho que imponha a seus inferiores, porquanto, assim fazendo, transgride a
lei de Deus.” [2]
E essa subordinação da autoridade
terrestre perante uma autoridade maior encontra-se enfaticamente ilustrada por
uma passagem da vida do Cristo (Jo 19:10-11).
Diante de seu julgamento, Pilatos
diz a Jesus: "Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade
para crucificar?". E o Cristo lhe responde: "Nenhuma autoridade
teríeis sobre mim, se de cima não te fosse dada.” [3]
O próprio conceito de autoridade
diverge nos dois casos. Para Pilatos e para o mundo, a autoridade é o Estado, o
Chefe, o grupo que detém a força, faz as leis e impõe a ordem social. Mas, para
Jesus, esta é uma autoridade secundária, porque a que comanda realmente é a
autoridade da Lei de Deus, à qual todos estão igualmente sujeitos e que se
serve da autoridade humana como um instrumento. Ou seja, a verdadeira
autoridade não pertence aos indivíduos.
Elucida o Espírito Emmanuel: “É
justo, porém, salientar que a fortuna ou a autoridade são bens que detemos
provisoriamente na marcha comum e que, nos fundamentos substanciais da vida,
não nos pertencem.” [4]
A autoridade de Pilatos realmente
era grande. O destino dos homens, da região sob sua jurisdição, estava de fato
em suas mãos. Ele tinha pleno poder não apenas para governar a Judéia, mas para
atuar como um grande pretor, ou seja, um juiz que julgava os homens segundo o
direito romano. Para pequenas causas, designava outros pretores, mas as grandes
eram julgadas por ele mesmo. No caso em questão, esperava intimidar o condenado
com sua autoridade. Porém, Jesus o chocou, afirmando que esta não vinha de
Roma, mas do Alto. O Cristo até reconheceu a autoridade terrena de Pilatos, mas
não deixou de ressaltar que existe um poder no universo do qual emanam todos os
outros poderes.
Sendo assim, podemos afirmar que, através de Jesus, Deus estava
ensinando aos homens que o poder mundano vale bem pouco diante de Suas
determinações, e que o mais simples e humilde dos homens pode ser aquele de que
Ele se utiliza como Seu mensageiro.
Portanto, perante as leis de
Deus, o poder terrestre, seja ele exercido na área que for, é temporariamente
permitido. E o que é permitido, um dia, será cobrado. É este o ensinamento que
nos traz o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO:
A autoridade, da mesma forma que a fortuna, é uma delegação da qual
serão pedidas contas àquele que dela se acha investido; não creiais que lhe ela
lhe seja ela dada para lhe proporcionar o vão prazer de comandar; nem, assim
como o creem falsamente a maioria dos poderosos da Terra, como um direito, uma
propriedade. Deus, entretanto, lhes prova suficientemente que não é nem uma nem
outra coisa, uma vez que lhas retira quando isso lhe apraz. Se fosse um
privilégio ligado à sua pessoa, ela seria inalienável. Ninguém pode, pois,
dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu
consentimento. Deus dá a autoridade a título de missão ou de prova quando isso
lhe convém, e a retira da mesma forma.
Todo aquele que é depositário da
autoridade, de qualquer extensão que ela seja, desde o senhor sobre seu servo
até o soberano sobre seu povo, não deve se dissimular que tem encargo de almas;
ele responderá pela boa ou má direção que tiver dados aos seus subordinados, e
as faltas que estes poderão cometer, os vícios a que serão arrastados, em
consequência dessa direção ou de maus exemplos recairão sobre ele, enquanto que
recolherá os frutos da sua solicitude para conduzi-los ao bem. .
(...) Ele (Deus) perguntará àquele que possui uma autoridade qualquer:
Que uso fizeste dessa autoridade? Que mal detiveste? Que progresso fizeste? Se
eu te dei subordinados não foi para fazer deles escravos da tua vontade, nem os
instrumentos dóceis de teus caprichos e de tua cupidez; eu te fiz forte e
confiei-te, e te confiei os fracos para os sustentar e os ajudar a subir até
mim.
O superior, que está compenetrado
das palavras do Cristo, não despreza a nenhum daqueles que estão abaixo de si,
porque sabe que as distinções sociais nada instituem diante de Deus. [5]
****
No entanto, existem muitos tipos
de poder: o físico, o político, o financeiro, o intelectual, o pessoal, o
espiritual, o moral...
Embora algumas pessoas o busquem em muitas de suas formas e expressões,
Jesus só estava interessado naquele que não se impõe pelas circunstâncias ou à
força, mas conquista-se. Esse é o verdadeiro poder, porque perdura.
E o Cristo possuía um poder
pessoal bastante intenso, porque influenciava as pessoas pela sua autoridade
moral – porque fundamentada no exemplo – e pela sabedoria de que era portador.
Detinha a capacidade única de transmitir confiança, sem ser confundido com um
homem arrogante com necessidade de exercer controle sobre os demais.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO nos traz mais essas considerações
sobre aquele que usa de sua autoridade para contribuir com o desenvolvimento
alheio:
Se a ordem social colocou homens
sob a sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus
iguais perante Deus; usa de sua autoridade para erguer-lhes o moral e não para
os esmagar com o seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar a sua posição
subalterna mais penosa. [6]
Esse é o uso da autoridade de forma produtiva, eficiente e respeitosa,
porque firmeza, disciplina e ordem não são sinônimos de ditadura. A pessoa que
comanda – ou manda –, necessita construir a sua autoridade e poder de forma a
se tornar, pelo seu modo de ser e de agir, uma positiva referência aos demais.
Ou, segundo as palavras do próprio O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: “O homem
não procura se elevar acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.”
[7]
É fácil de testar se estamos na presença de uma pessoa com verdadeiro
poder pessoal. Diante dela não nos sentimos diminuídos ou intimidados, mas à
vontade para nos mostrarmos quem realmente somos, no que acreditamos, que
sentimentos alimentamos, na certeza de que não seremos criticados ou
menosprezados em seu julgamento. Era isso o ocorria com Jesus! Ele não
precisava que os outros se diminuíssem em sua presença; pelo contrário, eram as
pessoas que se sentiam agraciadas e agradecidas em seu contato com ele.
Com a Doutrina Espírita, podemos
aprender que, perante a eternidade, a única força que tem real valor é a
autoridade moral do Espírito, caracterizada pelo equilíbrio e elevação
conscienciais.
Silvia Helena Visnadi Pessenda
sivipessenda@uol.com.br
REFERENCIAS:
[1] MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo:
Companhia Melhoramentos, 1998.
[2] KARDEC, Allan. O livro dos
espíritos. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. 100. ed.
Araras, SP: IDE, 1996.
[3] BÍBLIA. Português. Bíblia de
estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
[4] EMMANUEL (espírito); XAVIER,
Francisco Cândido (psicografado por). Fonte viva. 12. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita
Brasileira. Cap. 60.
[5] KARDEC, Allan. O evangelho
segundo o espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa.
195. ed. Araras, SP: IDE, 1996. Cap. XVII. Item 9.
[6] Idem. Item 3.
[7] Idem. Capítulo III. Item 10.
NAZARETH, Joamar Zanolini. Um
desafio chamado família. 1. ed. Araguari, MG: Minas Editora, 1999.
CURY, Augusto Jorge. O mestre da vida: análise da inteligência de
Cristo. 30. ed. São Paulo: Academia de Inteligência, 2001.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Silência e serve
EM SILÊNCIO
“Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” – Paulo. (EFÉSIOS, 6:6.)
Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito…
Vai e serve.
Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.
Espiritismo
O dirigente
espirita
"O dirigente espírita nunca
deve esquecer que se encontra revestido de um encargo que, embora nada seja
entre os homens, é de grande importância perante Deus".
Esta afirmativa foi feita por Miguel Vives, um missionário que viveu em
Barcelona no final do século passado, e que deixou preciosos ensinamentos de
como se proceder em relação à direção do centro espírita.
Dirigir uma casa espírita é
tarefa das mais difíceis e requer de quem tem o encargo, além de um entendimento
mais amplo das coisas, um profundo senso de responsabilidade.
Sabe-se que não é por acaso que algumas pessoas assumem esse posto. É
corrente no meio espírita a idéia de que ninguém aceita essa tarefa de livre e
espontânea vontade, mas levado pelas circunstâncias e por falta de
trabalhadores que queiram "sacrificar-se". Por conta desse torto
pensamento, em muitas situações o desempenho dessa missão se torna penoso e
desgastante.
Muitos dirigentes chegam mesmo a declarar que estão no cargo apenas por
falta de quem o substitua.
Parecem carregar pesado fardo, do qual querem se ver livres o mais
rápido possível. Entendemos que os que assim procedem, infelizmente ainda não
alcançaram a real compreensão sobre a missão de que estão imbuídos e tampouco a
enorme oportunidade de crescimento que lhes foi dada pela Vida.
Nesse grave momento de descontrole por que passa a humanidade, o
dirigente espírita deveria buscar compreender a importância do centro espírita.
Se não tiver dentro de si os valores necessários para o cumprimento de sua
tarefa, a casa sob sua responsabilidade poderá seguir por caminhos outros que
não os dos núcleos onde se vivencia e ensina a mensagem cristã. Se os centros
espíritas são a cátedra do Espírito de Verdade, muito mais razão terá quem o
dirige de tentar chegar o mais perto possível desse entendimento, a fim de que
possam os bons Espíritos efetivamente fazer uso dele, espargindo entre os
homens a mensagem de esclarecimento e libertação.
A função do dirigente espírita,
portanto, é da mais alta gravidade diante de Deus.
Pois ele, mais que os outros trabalhadores espíritas, faz o papel do
"sal que salga", conforme nos exorta Jesus, no seu inesquecível
Sermão da Montanha. Entretanto, o sucesso de sua tarefa administrativa depende
do seu preparo em muitos aspectos, primordialmente no campo do conhecimento
doutrinário e de sua conduta moral. Ele deve ser antes de tudo o espelho, o
exemplo que muitos tentarão seguir, a conduta que tantos procurarão imitar. Mas
não somos santos, dirão os que vêem nisso um exagero. Decerto que não, mas essa
mentalidade de pseudo-humildade é de suspeita modéstia. Esconde também um
estado de acomodação bastante favorável para os que não querem esforçar-se em
lutar por vencer suas más inclinações.
Dirigentes há, que exercem um papel para o qual não estão preparados e
deixam crescer nos centros espíritas toda sorte de desvios, tanto doutrinários
quanto morais, preparando inconscientemente um campo perfeito para a ação
nefasta dos Espíritos atrasados.
Diremos mais: serão casas que acabam sendo dirigidas por essas
entidades, que sob nomes pomposos se locupletam em mantê-las no atraso,
envolvendo as pessoas que ali estão (trabalhadores e freqüentadores), em
fantasias, ilusões e fascinações. Enganam-se os que pensam que tais desvios
ocorrem somente em casas mais simples ou menores. Hoje, observam-se essas
distorções disseminadas por todo o Movimento Espírita. Os jornais, os folhetos,
os programas e eventos espíritas dão exemplo disso a todo instante. Quem tem
olhos de ver, que veja.
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