quinta-feira, 11 de junho de 2015

Reencarnação , uma oportunidade de revisão

Espiritismo

Princípios do Espiritismo
1.    Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
2.    Ele criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
3.    Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal, e os seres imateriais constituem o mundo invisível ou espiritual, ou seja, o espírito-mundo, ou o mundo dos espíritos.
4.    O mundo espiritual é a, primitivo, eterno mundo normal, pré-existente para, e sobreviver, tudo o resto.
5.    O mundo corporal é apenas secundária; poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espiritual.
6.    Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição, pela morte, restaura-los à liberdade.
7.    Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento; é isso que lhe dá uma superioridade moral e intelectual para todos os outros.
8.    A alma é um espírito encarnado, cujo corpo apenas o seu envelope.
9.    Há no homem três coisas: (1) O organismo, ou ser material, análogos aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; (2) A alma, ou ser imaterial, um Espírito encarnado no corpo; (3) A ligação que une a alma eo corpo, princípio intermediário entre a matéria eo espírito.
10. O homem tem, assim, duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; por sua alma, ele participa da natureza dos espíritos.
11. O laço ou perispírito, que une o corpo eo espírito, é uma espécie de semi envelope material. A morte é a destruição do corpo material, que é a mais grosseira do homem de dois envelopes; mas o espírito preserva seu outro envelope, o perispírito, o que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós em seu estado normal, mas que ele pode render ocasionalmente visível e mesmo tangível, como é o caso em aparições.
12. Um espírito, portanto, não é um ser abstrato, indefinido, só para ser concebida pelo nosso pensamento; é um real, sendo circunscrito, que, em certos casos, é apreciável pelos sentidos da visão, audição e tato.
13. Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais entre si ou no poder, na inteligência, no conhecimento, ou na moralidade. Os da primeira ordem são diferenciadas das abaixo deles por sua pureza superior e conhecimento, sua proximidade de Deus e seu amor à bondade; eles são "anjos" ou As outras classes são cada vez mais distante dessa perfeição "espíritos puros."; os das classes inferiores são inclinados a maior parte do nosso paixões, ódio, inveja, ciúme, orgulho, etc .; eles se comprazem no mal.Entre eles estão alguns que não são nem muito boa nem muito ruim, mas estão provocando e problemático em vez de mal-intencionados são muitas vezes travesso e irracional, e podem ser classificados como espíritos vertiginosos e loucas.
14. Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos estão destinados a alcançar a perfeição passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhoria é efectuada por encarnação, que é imposta a alguns deles, como expiação, e em outros como missão. Vida material é uma prova que eles têm que passar por muitas vezes até que tenham atingido a perfeição absoluta; é uma espécie de filtro, ou alambique, a partir do qual eles emitem mais ou menos purificada após cada nova encarnação.
15. Ao deixar o corpo, a alma volta a entrar no mundo dos espíritos de onde ele veio, e da qual ele entrará em uma nova existência material, após um lapso de mais longo ou mais curto de tempo, durante o qual seu estado é a de um errante ou errante espírito.
16. Spirits ter que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós tivemos muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos perfeita, seja na Terra ou em outros mundos.
17. A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na raça humana; seria um erro supor que a alma ou espírito pudesse encarnar no corpo de um animal.
18. Sucessivas existências corporais do Espírito são sempre progressivas e nunca retrógrada; mas a rapidez do nosso progresso depende dos esforços que fazemos para chegar à perfeição.
19. As qualidades da alma são as do Espírito encarnado em nós; assim, um bom homem é a encarnação de um espírito bom, e um homem mau é o de um espírito impuro.
20. A alma possuía sua própria individualidade antes de sua encarnação; preserva que a individualidade após a sua separação do corpo.
21. Em sua re-entrada para o mundo espiritual, a alma reencontra lá todos aqueles a quem ele conheceu em cima da terra, e todas as suas existências anteriores, eventualmente, voltar à sua memória, com a recordação de todo o bem e de todo o mal que que tem feito neles.
22. O Espírito encarnado está sob a influência da matéria; o homem que supera essa influência pela elevação e purificação de sua alma, levanta-se mais perto dos Espíritos superiores, entre os quais ele um dia vai ser classificados. Aquele que se permite ser governado por más paixões, e coloca todo o seu prazer na satisfação dos apetites grosseiros, traz-se mais perto dos espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
23. Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.
24. Espíritos que não estão encarnados ou errantes, não ocupam uma região determinada e circunscrita; eles estão por toda parte, no espaço, e em torno de nós, ver-nos, e misturar com a gente incessantemente; É toda uma população invisível, em constante movimento e ocupado sobre nós, por todos os lados.
25. Espíritos exercem uma ação incessante sobre o mundo moral, e até mesmo sobre o mundo físico; eles agem tanto sobre a matéria e sobre o pensamento, e constituem um dos poderes da natureza, a causa eficiente de muitas classes de fenômenos sedutores para inexplicável ou mal interpretados, e de que só a teoria espírita pode dar uma explicação racional.
26. Espíritos são incessantemente em relação com os homens. Os bons espíritos tentam nos levar para o caminho certo, sustentar-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação; os maus-nos seduzir para o mal: é um prazer para eles ver-nos cair, e nos tornar semelhantes a si mesmos.
27. As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivo. Suas comunicações ocultas são feitas através da boa ou má influência que exercem sobre nós sem ter consciência disso; é nosso dever de distinguir, pelo exercício do nosso julgamento, entre os bons e os maus inspirações que são, assim, que se exercem sobre nós. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, de fala ou de outras manifestações físicas, e, geralmente, por intermédio dos médiuns que lhes servem de instrumento.
28. Espíritos se manifestam espontaneamente ou em resposta a evocação. Todos os espíritos podem ser evocados: aqueles que têm animado o mais obscuro dos mortais, bem como os dos personagens mais ilustres, e qualquer que seja a época em que viviam; os de nossos parentes, nossos amigos, ou nossos inimigos; e nós podemos obter a partir deles, por escrito ou por comunicações verbais, conselhos, informações no que diz respeito à sua situação de além-túmulo, seus pensamentos em relação a nós, eo que quer revelações que estão autorizados a fazer para nós.
29. Espíritos são atraídos pela sua simpatia com a qualidade moral das partes por quem eles são evocados. Os Espíritos superiores ter prazer em reuniões de carácter grave, animados pelo amor de Deus eo desejo sincero de instrução e aperfeiçoamento.
30. Sua presença afasta os Espíritos inferiores que encontram, na, acesso gratuito contrário e liberdade de ação entre as pessoas de disposição frívola, ou reunidos por mera curiosidade, e onde quer maus instintos estão a ser atendidas com. Assim, longe de obtenção de espíritos, sob tais circunstâncias, seja um bom conselho ou informação útil, nada é para ser esperado a partir deles, mas insignificante, mentiras, truques mal-humorado, ou Humbugging;pois muitas vezes emprestado os nomes mais venerados, de modo a melhor a impor sobre aqueles com quem eles estão em comunicação.
31. É fácil distinguir entre bons e maus espíritos. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, caracterizada pela mais alta moralidade, livre de qualquer traço de paixão terrena; seus conselhos respirar a mais pura sabedoria, e sempre temos nossa melhoria eo bem da humanidade para o seu objetivo. As comunicações dos Espíritos inferiores, ao contrário, são cheios de discrepâncias, e sua linguagem é muitas vezes comum, e até mesmo grosseira. Se eles às vezes dizem coisas que são boas e verdadeiras, eles mais frequentemente fazer declarações falsas e absurdas, motivadas por ignorância ou malícia. Eles jogam em cima da credulidade daqueles que os interrogam, divertindo-se por lisonjeiro sua vaidade, e enganando-os com falsas esperanças. Em uma palavra, comunicações instrutivas dignas desse nome só podem ser obtidos em centros de caráter grave, cujos membros estão unidos, por uma íntima comunhão de pensamento e desejo, na busca da verdade e da bondade.
32. O ensinamento moral dos Espíritos superiores podem ser resumidas, como o de Cristo, na máxima evangelho, 'Faça aos outros o que gostaria que os outros vos façam;' ou seja, fazer o bem a todos, e errado ninguém. Este princípio de ação envolve a humanidade com uma regra de conduta de aplicação universal, desde as coisas mínimas para o maior.
33. Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que aquele que, nesta vida inferior, destaca-se a partir de matéria através de desprezo de futilidades mundanas, e através do amor ao próximo, traz-se de volta para a natureza espiritual; que todos nós devemos fazer-nos útil, de acordo com os meios que Deus colocou em nossas mãos para o nosso julgamento; que o forte eo poderoso devem apoio e proteção para os fracos; e que aquele que abusa de força e poder para oprimir seu semelhante viola a lei de Deus. Eles nos que, no espírito-obra nada pode ser escondido ensinar, e que o hipócrita haverá un-mascarado, e toda a sua maldade revelado; que a presença inevitável e perpétua, daqueles com quem tenhamos errado na vida terrena é um dos castigos que nos esperam no mundo espiritual; e que o estado inferior ou superior dos espíritos dá origem nesse outro vida a sofrimentos ou prazeres desconhecidos para nós sobre a terra.
34. "Mas eles também nos ensinam que não há pecados imperdoáveis, nenhum que não pode ser erradicada pela reparação. O homem encontra o meio de realizar isso nas diferentes existências que lhe permitam avançar progressivamente, e de acordo com seu desejo e seus esforços, no sentido da perfeição que constitui o seu objectivo final. Tal é a soma da doutrina espírita, como contida nos ensinamentos dados por espíritos de alto grau. Vamos agora considerar as objeções que são levantadas contra ele.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mensagem de Bezerra de Menezes



A Profunda Mensagem de Bezerra de Menezes
Meus filhos:
Que Jesus nos abençoe.
A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado.
Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.
Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.
Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...
Não seja, pois, de estranhar, que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.
Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão. As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia à solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.
Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.
Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.
Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.
Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.
O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.
Dai-vos as mãos! Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem-se secundários diante das metas a alcançar.
Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficai atentos: tendes compromissos com Jesus...
Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão. Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.
Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.
Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.
Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.
Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso Divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

terça-feira, 28 de abril de 2015

Comandar sem desmandos?

Autoridade (Mandar ou Comanadar?)
O que é a autoridade? Existe diferença entre ela e o autoritarismo? Qual foi a lição de Jesus sobre o assunto? A autoridade verdadeiramente nos pertence? Será cobrado de nós, um dia, o uso que fazemos do nosso poder perante os demais?
  Uma das definições de autoridade é: “Direito ou poder de mandar”. [1]
 Todo agrupamento social – uma nação, cidade, empresa, um grupo familiar, a própria Casa Espírita... – necessita de um líder que exerça o poder com a finalidade de organizá-lo, dirigi-lo e mantê-lo.
 Porém, não é tão raro que o direito de mandar fascine aquele que o possui, distorcendo sua capacidade de pensar e agir, porque esse deslumbre faz com que o “poderoso”, intimamente, se coloque num pedestal e olhe, de cima para baixo, todos aqueles que dele dependem.
Analisando, historicamente, o uso da autoridade, por muito tempo prevaleceu na sociedade humana - salvo algumas exceções atuais - o exercício do poder contra a igualdade e a justiça, para a subordinação de indivíduos e povos. Ocorreram, então, os mais variados desmandos através da tirania e da opressão.  E isso porque as diretrizes sociais eram determinadas pelo indivíduo ou pelo povo mais forte, que estabelecia as regras em função dos próprios interesses. Aos menos fortes, não restava outra alternativa senão obedecer. O que vigorava, portanto, era a autoridade caracterizada pelo comando absoluto e a obediência irrestrita. Quem liderava não prestava contas senão aos seus superiores, se os tivesse, e sempre tinha a razão perante os seus inferiores. Era o autoritarismo, o despotismo ou o absolutismo.
O inconveniente, porém, é que, ainda hoje, prevalece esse tipo de comportamento em certas criaturas. Em seu desequilíbrio e “sede” de poder, impõem ordens e regras que, obedecidas passivamente, lhes trazem um enorme prazer e satisfação. Mas, em virtude do medo de perderem o respeito, acreditam que precisam ser temidas. E, para sustentarem o seu status de “poderosa”, costumam adotar uma postura fria, rígida, arrogante, altiva, ameaçadora, intransigente, intimidativa, enfim, de total desrespeito à pessoa do outro.
 Compreensível se torna, assim, a diferença entre a autoridade e o autoritarismo. A autoridade é a liderança necessária, na qual se exerce o poder com o objetivo de gerenciar – organizar, conduzir – o desenvolvimento e a harmonia do grupo. O autoritarismo se caracteriza pela tirania e opressão, em que se pratica o comando com fins egoísticos.
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  Na questão 684 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec pergunta: “Que se deve pensar dos que abusam de sua autoridade, impondo a seus inferiores excessivo trabalho (afazeres, tarefas e exigências)?” 
 Resposta: “Isso é uma das piores ações. Todo aquele que tem o poder de mandar é responsável pelo excesso de trabalho que imponha a seus inferiores, porquanto, assim fazendo, transgride a lei de Deus.” [2]
 E essa subordinação da autoridade terrestre perante uma autoridade maior encontra-se enfaticamente ilustrada por uma passagem da vida do Cristo (Jo 19:10-11).
 Diante de seu julgamento, Pilatos diz a Jesus: "Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para crucificar?". E o Cristo lhe responde: "Nenhuma autoridade teríeis sobre mim, se de cima não te fosse dada.” [3]
 O próprio conceito de autoridade diverge nos dois casos. Para Pilatos e para o mundo, a autoridade é o Estado, o Chefe, o grupo que detém a força, faz as leis e impõe a ordem social. Mas, para Jesus, esta é uma autoridade secundária, porque a que comanda realmente é a autoridade da Lei de Deus, à qual todos estão igualmente sujeitos e que se serve da autoridade humana como um instrumento. Ou seja, a verdadeira autoridade não pertence aos indivíduos.
 Elucida o Espírito Emmanuel: “É justo, porém, salientar que a fortuna ou a autoridade são bens que detemos provisoriamente na marcha comum e que, nos fundamentos substanciais da vida, não nos pertencem.”  [4] 
 A autoridade de Pilatos realmente era grande. O destino dos homens, da região sob sua jurisdição, estava de fato em suas mãos. Ele tinha pleno poder não apenas para governar a Judéia, mas para atuar como um grande pretor, ou seja, um juiz que julgava os homens segundo o direito romano. Para pequenas causas, designava outros pretores, mas as grandes eram julgadas por ele mesmo. No caso em questão, esperava intimidar o condenado com sua autoridade. Porém, Jesus o chocou, afirmando que esta não vinha de Roma, mas do Alto. O Cristo até reconheceu a autoridade terrena de Pilatos, mas não deixou de ressaltar que existe um poder no universo do qual emanam todos os outros poderes.
Sendo assim, podemos afirmar que, através de Jesus, Deus estava ensinando aos homens que o poder mundano vale bem pouco diante de Suas determinações, e que o mais simples e humilde dos homens pode ser aquele de que Ele se utiliza como Seu mensageiro.
 Portanto, perante as leis de Deus, o poder terrestre, seja ele exercido na área que for, é temporariamente permitido. E o que é permitido, um dia, será cobrado. É este o ensinamento que nos traz o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO:
A autoridade, da mesma forma que a fortuna, é uma delegação da qual serão pedidas contas àquele que dela se acha investido; não creiais que lhe ela lhe seja ela dada para lhe proporcionar o vão prazer de comandar; nem, assim como o creem falsamente a maioria dos poderosos da Terra, como um direito, uma propriedade. Deus, entretanto, lhes prova suficientemente que não é nem uma nem outra coisa, uma vez que lhas retira quando isso lhe apraz. Se fosse um privilégio ligado à sua pessoa, ela seria inalienável. Ninguém pode, pois, dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu consentimento. Deus dá a autoridade a título de missão ou de prova quando isso lhe convém, e a retira da mesma forma.
 Todo aquele que é depositário da autoridade, de qualquer extensão que ela seja, desde o senhor sobre seu servo até o soberano sobre seu povo, não deve se dissimular que tem encargo de almas; ele responderá pela boa ou má direção que tiver dados aos seus subordinados, e as faltas que estes poderão cometer, os vícios a que serão arrastados, em consequência dessa direção ou de maus exemplos recairão sobre ele, enquanto que recolherá os frutos da sua solicitude para conduzi-los ao bem. .
(...) Ele (Deus) perguntará àquele que possui uma autoridade qualquer: Que uso fizeste dessa autoridade? Que mal detiveste? Que progresso fizeste? Se eu te dei subordinados não foi para fazer deles escravos da tua vontade, nem os instrumentos dóceis de teus caprichos e de tua cupidez; eu te fiz forte e confiei-te, e te confiei os fracos para os sustentar e os ajudar a subir até mim.
 O superior, que está compenetrado das palavras do Cristo, não despreza a nenhum daqueles que estão abaixo de si, porque sabe que as distinções sociais nada instituem diante de Deus.  [5]
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 No entanto, existem muitos tipos de poder: o físico, o político, o financeiro, o intelectual, o pessoal, o espiritual, o moral...
Embora algumas pessoas o busquem em muitas de suas formas e expressões, Jesus só estava interessado naquele que não se impõe pelas circunstâncias ou à força, mas conquista-se. Esse é o verdadeiro poder, porque perdura.
 E o Cristo possuía um poder pessoal bastante intenso, porque influenciava as pessoas pela sua autoridade moral – porque fundamentada no exemplo – e pela sabedoria de que era portador. Detinha a capacidade única de transmitir confiança, sem ser confundido com um homem arrogante com necessidade de exercer controle sobre os demais.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO nos traz mais essas considerações sobre aquele que usa de sua autoridade para contribuir com o desenvolvimento alheio:
 Se a ordem social colocou homens sob a sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa de sua autoridade para erguer-lhes o moral e não para os esmagar com o seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar a sua posição subalterna mais penosa. [6]
Esse é o uso da autoridade de forma produtiva, eficiente e respeitosa, porque firmeza, disciplina e ordem não são sinônimos de ditadura. A pessoa que comanda – ou manda –, necessita construir a sua autoridade e poder de forma a se tornar, pelo seu modo de ser e de agir, uma positiva referência aos demais. Ou, segundo as palavras do próprio O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: “O homem não procura se elevar acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.” [7]
É fácil de testar se estamos na presença de uma pessoa com verdadeiro poder pessoal. Diante dela não nos sentimos diminuídos ou intimidados, mas à vontade para nos mostrarmos quem realmente somos, no que acreditamos, que sentimentos alimentamos, na certeza de que não seremos criticados ou menosprezados em seu julgamento. Era isso o ocorria com Jesus! Ele não precisava que os outros se diminuíssem em sua presença; pelo contrário, eram as pessoas que se sentiam agraciadas e agradecidas em seu contato com ele.
 Com a Doutrina Espírita, podemos aprender que, perante a eternidade, a única força que tem real valor é a autoridade moral do Espírito, caracterizada pelo equilíbrio e elevação conscienciais.
Silvia Helena Visnadi Pessenda
sivipessenda@uol.com.br
REFERENCIAS:
[1] MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998.
 [2] KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. 100. ed. Araras, SP: IDE, 1996.
 [3] BÍBLIA. Português. Bíblia de estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
 [4] EMMANUEL (espírito); XAVIER, Francisco Cândido (psicografado por). Fonte viva. 12. ed.  Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira. Cap. 60.
 [5] KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. 195. ed. Araras, SP: IDE, 1996. Cap. XVII. Item 9.
 [6] Idem. Item 3.
 [7] Idem. Capítulo III. Item 10.
 NAZARETH, Joamar Zanolini. Um desafio chamado família. 1. ed. Araguari, MG: Minas Editora, 1999.

CURY, Augusto Jorge. O mestre da vida: análise da inteligência de Cristo. 30. ed. São Paulo: Academia de Inteligência, 2001.