domingo, 10 de dezembro de 2017
UM ESPÍRITA NO UMBRAL
UM ESPÍRITA NO UMBRAL
Um homem de 55 anos, espírita, sofreu um acidente e morreu de repente. Ele se viu saindo do corpo e chegando a um lugar escuro, feio, tétrico, com energias muito negativas.
Assim que começou a caminhar por aquele vale sombrio, viu três espíritos vestidos com capa preta caminhando em sua direção. Assim que chegaram, o homem perguntou:
– Que lugar é esse?
– Aqui é o que vocês espíritas chamam de umbral – disse um dos espíritos. O homem ficou chocado com aquela informação. Mal podia acreditar que estava no umbral. Considerou que talvez estivesse ali para participar de alguma atividade socorrista aos espíritos sofredores. O espírito negativo, que lia seus pensamentos, respondeu que não. Ele estava ali porque o umbral era a zona cósmica que mais guardava sintonia com suas energias.
– Mas isso é impossível!!! – disse o espírita em desespero. – Não posso estar no Umbral. Deve haver algum erro… Em primeiro lugar eu sou espírita, faço parte dessa religião maravilhosa que é considerada o consolador prometido por Jesus. Realizo também projetos sociais de doação de sopa aos pobres. Ministro o passo magnético duas vezes por semana a uma multidão de pessoas lá no centro. Também ajudo financeiramente instituições de caridade muito necessitadas, além de dar palestras no centro para os iniciantes no Espiritismo. Definitivamente há algo errado…
Não há nenhum erro – disse o espírito das sombras – Em seu atual estágio de evolução, você tem que ficar aqui mesmo. É verdade que você é espírita e faz parte desta doutrina consoladora, mas intimamente você julgava pessoas de outras religiões inferiores por não serem espíritas. Sim, você realizava projetos sociais dando sopa aos pobres, mas em seus pensamentos sentia-se o máximo praticando a caridade e julgava que os pobres não eram tão evoluídos por estarem amargando a pobreza, quando na verdade muitos deles eram mais puros que você. Sim, você ministrava o passe, mas considerava que seu passe era mais “poderoso” e mais curador do que o passe de outros passistas. Sim, você ajudava financeiramente instituições de caridade, mas dentro de ti sempre dava o dinheiro esperando receber algo em troca e sentindo-se alguém muito “caridoso”. E finalmente… Sim, você dava palestras aos iniciantes na doutrina, mas acreditava ter mais conhecimento que eles e se colocava numa posição de destaque e vaidade intelectual. Tudo isso suscitando uma das maiores chagas da humanidade, o “orgulho” e a “vaidade”.
O homem ficou impressionado com as revelações daquele espírito. De fato, revendo suas atitudes e sua perspectiva, intimamente havia quase sempre um sentimento de superioridade, de orgulho em relação aos outros, diante de tudo o que foi feito.
O espírita então olhou para dentro de si e começou a se arrepender de tudo aquilo, reconhecendo seu erro e sentindo-se mais humilde. Nesse momento, ele sentiu uma luz brilhando dentro dele e começou a se elevar. Ao perceber que estava se elevando e deixando o umbral, avistou outros espíritos ainda presos à condição umbralina e novamente lhe veio um orgulho e uma sensação de superioridade em relação aos mesmos. Após sentir isso, caiu novamente no umbral, e a queda dessa vez foi ainda mais dolorosa. Um dos espíritos trevosos disse:
– Você caiu novamente porque, no momento em que se elevava, começou a sentir uma certa superioridade em relação aos espíritos que aqui estavam, suscitando mais uma vez uma condição de orgulho. Além disso, “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.” (Lucas 12:48).
O homem ficou muito triste com tudo aquilo. Entrou dentro de si mesmo e com toda a sinceridade pensou: Sim, é isso mesmo. Eu fui uma pessoa arrogante por ser espírita e por tudo o que eu fazia. Esse orgulho neutralizou todo o mérito de minhas ações. Mas tudo bem, eu mereço estar aqui no umbral. Vou ficar por aqui mesmo, quem sabe eu aprendo alguma coisa. Não me importo mais comigo e entrego minha vida a Deus… Como disse Jesus, “Que seja feita a vontade de Deus e não a minha”.
O homem caiu no chão e apenas se entregou a Deus com fé. Nesse momento, não tinha mais nenhum sentimento de auto-importância. Fechou os olhos e deixou tudo fluir…
Nesse momento, seu corpo começou a se tornar um corpo de luz e, sem nem perceber, começou a se elevar novamente. Assim que chegou a uma zona mais elevada, abriu os olhos e, para sua surpresa, havia se libertado do umbral. Dessa vez, nem percebeu que estava se elevando e se libertando.
Um dos espíritos trevosos estava esperando por ele nesse plano mais elevado. Tirou a capa preta e uma luz maravilhosa começou a brilhar. O espírita percebeu que esse espírito não era negativo, mas um espírito de luz que o estava ajudando desde o início. O espírito disse:
– Tua renúncia de ti mesmo no último momento te salvou do umbral. Que tudo isso sirva de lição para você, meu filho. Toda essa experiência que você passou serve para os membros de qualquer religião. E não se esqueça jamais do que disse Jesus:
“Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.” (Mateus 6:3)
(Hugo Lapa)
sábado, 2 de dezembro de 2017
“ATIVIDADE NOTURNA DO ESPIRITO. O QUE O NOSSO ESPIRITO FAZ ENQUANTO DORMIMOS? ”
Durante o sono o Espírito
desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite
é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência.
Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu
corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam
constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano
espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O
princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral,
expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou
sintonia.
O espírito será atraído para regiões
e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações,
pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes.
Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas
de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e
rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu
marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes,
inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos
campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina,
conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade
que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo
Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando
para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também
satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande
diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência
genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como
vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende
atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos
impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do
corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com
clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o
futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de
evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro
dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece
de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário,
se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e
tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa
como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono,
afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra
em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a
liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do
corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte
do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o
espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que
isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que
havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno
desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança
da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos
encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações,
que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns
se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das
coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos
excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros
alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e
salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro,
à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real
da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções
inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária.
Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com
outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual
que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não
lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes,
“mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de
sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou
conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o
sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém,
penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos,
tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências
provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.
Aluney Elferr Albuquerque Silva
Fonte: Portal do Espirito
“COMO CUMPRIR ÀS MISSÕES DE VIDA QUE VOCÊ PLANEJOU NO PLANO ESPIRITUAL ANTES DE NASCER??”
Antes de nascer, o espírito prepara
sua encarnação com o auxílio de outros espíritos mais evoluídos. Juntos
decidem: você vai reencarnar com quais objetivos? Quais as metas a serem
conquistadas nesta nova etapa da vida?
Alguns podem nascer com a meta de
aprender a controlar a raiva. Outros para controlar seu orgulho, etc. O
espírito reencarna com vários objetivos a serem atingidos; estes objetivos são
as MISSÕES DE VIDA.
A vida do espírito encarnado é
preparada para que ele possa atingir estes objetivos, se enfrentar os desafios
e aprender. A vida é uma sala de aula, e as missões de vida são as lições
prioritárias a serem aprendidas.
Perguntas muito comuns: como posso
descobrir as minhas missões de vida? O que posso fazer para cumprir cada uma
delas?
“Marcelo Augusto era um bom pai,
trabalhador e presente na vida dos filhos. Mesmo assim, quando acontecia algum
problema em família ele tinha um desejo enorme de sair de casa e sumir da vida
da mulher e dos filhos. Sua fantasia era que os filhos não gostavam dele e o
abandonariam. Seus filhos tinham um, quatro e oito anos. Eram crianças
pequenas, que o adoravam. Mas, a insegurança sempre reaparecia ao menor problema.
Um dia ele ficou bravo com o filho mais velho e, impulsionado por uma angústia
muito grande, trancou-se no quarto. Em pouco tempo, a vontade de ir embora era
incontrolável. Saiu do quarto, pegou o carro e foi embora dizendo que nunca
mais o veriam de novo. Ele dirigiu pela cidade e chegou a uma rodovia disposto
a desaparecer de tudo e de todos. Um pensamento ficou reverberando na sua
mente: “você vai começar tudo de novo? Tudo outra vez? Você vai fazer tudo
igual de novo”? Aquele pensamento o chocou. Ele parou o carro na beira da
estrada e tomou a decisão: “desta vez não vou desistir dos meus filhos”. Voltou
para casa onde encontrou toda a família chorando. Depois dessa situação ele
procurou a terapia.” (pág. 69)
A vida do Marcelo Augusto, uma das 43
descritas no livro Nascer Várias Vezes, mostra um conflito pessoal muito
grande. Ele teve uma pequena desavença com o filho, o que desencadeou uma tempestade emocional dentro
dele. Ao mesmo tempo em que ele tentou fugir, um outro lado de sua mente emitiu
um sinal diferente: “você vai fazer tudo igual de novo?”.
Antes de nascer, no plano espiritual,
o espírito que encarnou como Marcelo Augusto decidiu que enfrentaria o desafio
de construir e manter uma família unida, baseada no amor e no respeito mútuo.
Para este espírito, com muitas encarnações com vidas familiares desastrosas,
era um desafio muito importante e difícil. Uma de suas missões de vida era:
nascer, crescer, casar e manter sua família unida. Ele era capaz de atingir
este objetivo, mas teria que enfrentar suas limitações internas.
Regra um: toda missão de vida possui
desafios a serem superados pelo espírito encarnado. Mesmo não sendo fácil, o
espírito possui plenas condições de realizá-la. Jamais é dada a alguém uma
missão que ele não pode cumprir.
Ou seja, para realizar a missão de
vida a pessoa deve tornar-se melhor. Ela deve aprender e desenvolver qualidades
e habilidades úteis ao espírito. Ninguém nasce 100% preparado para cumprir suas
missões de vida (exceção dos espíritos de luz que encarnam como missionários).
O objetivo da encarnação é que o espírito amadureça, aprenda e se desenvolva.
Portanto, cada missão exige que a pessoa tenha condição de realizá-la; desde
que desenvolva as habilidades e qualidades necessárias.
Regra dois: a imensa maioria das suas
missões de vida está "na sua frente".
Está no seu presente, no aqui-agora. Se não estiver no seu presente,
você realizará escolhas ou tomará decisões que te encaminhará até elas ou
próximas delas. Todavia, o passo decisivo para realizá-la dependerá de sua
escolha pessoal.
Explicando de uma forma mais simples:
quase tudo que você vive está relacionado com suas missões de vida. Um homem
largou a faculdade para ter dinheiro para comprar um carro. Toda sua família
disse que aquilo era uma loucura, mas ele fez. Perdeu a oportunidade de
melhorar de vida no futuro, para ter uma satisfação no presente. Ele não
precisava saber de sua vida no plano espiritual para tomar a decisão de romper
com a impulsividade e o imediatismo que dominava sua mente. Uma das suas
missões de vida era lutar contra a impulsividade (querer tudo agora e não
conseguir plantar algo para colher no futuro). A vida no aqui-agora, mostrava
para ele esta necessidade. É muito importante prestar atenção na vida real, ela
é o maior SINAL que indica quais qualidades que a pessoa deve desenvolver para
cumprir suas missões de vida.
A vida é uma lição. Para aprender e
vencer você deve fazer o que é necessário e não ficar escolhendo o tempo todo.
A pessoa decide o que quer (quero ser advogado, vou fazer o curso de direito –
por exemplo) quando a pessoa toma a decisão inicial (foco). Após a decisão
inicial ela deve desistir de continuar decidindo; deve fazer o que é o
necessário. Ela não pode decidir se assistirá aula ou não; ela deve enfrentar o
desafio de assistir as aulas, pois este é o foco da decisão inicial. Tudo que
te desviar do seu foco são dificuldades que você deve enfrentar para se tornar
uma pessoa melhor. As dificuldades para atingir o foco te avisarão quais são as
qualidades que você deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.
Preste atenção: As dificuldades para
atingir o foco te avisarão quais são as qualidades que você deve desenvolver
para cumprir suas missões de vida.
Exemplo: Maria lutou muito para
estudar. Com muita disciplina e perseverança ela conquistou seu diploma e foi
promovida na empresa na qual trabalhava. Sua relação com a mãe, desde a
infância, foi muito complicada e dolorosa. A mãe envelheceu e adoeceu. Maria
cuidou da mãe até ela falecer. A disciplina que desenvolveu tornou mais fácil
vencer o desafio de cuidar da mãe. Aos poucos, ela perdeu a raiva e a mágoa que
guardava do espírito que era sua mãe e que já havia estado ao seu lado em
outras encarnações. Ao cuidar da mãe nos momentos finais da vida é que
conseguiu superar desavenças de várias encarnações e cumprir uma de suas
missões de vida. Ter desenvolvido a disciplina foi fundamental para a escolha
cuidar da mãe (se não tivesse disciplina, a raiva iria afastá-la da mãe; e se
não cuidasse da mãe não conseguiria superar a raiva dentro dela). Houve também
outros SINAIS (que explicarei mais à frente).
Resumindo: você não precisa se
lembrar do plano espiritual e saber quais são suas missões de vida porque cada
momento da vida traz desafios que devem ser vencidos e que estão relacionados
direta ou indiretamente com as suas missões de vida. Preste atenção no seu
presente e aprenda as lições que a vida quer te ensinar. Se você realizar esta
tarefa “simples”, você estará cumprindo suas missões de vida.
Todavia, é muito importante entender
o que são os sinais. Quase todos os
sinais são informações que seu espírito manda para sua consciência. Marcelo
Augusto recebeu esta informação de forma clara e objetiva; “ele ouviu” uma
frase na sua mente e, por causa dela, voltou para casa (sobre este ouvir, leia
aqui).
Para entender os sinais: “Você é
muito maior do que suas poucas décadas de vida. Existe muita sabedoria
acumulada ao longo de milênios. Parte desta sabedoria está inscrita em sua
mente. O espírito que você é cumpre o papel de influenciar sua mente desde a
concepção até hoje. A “disputa” é: quanto desta sabedoria será capaz de
influenciar sua consciência?” ( do
texto: Para evoluir é necessário reencontrar a autenticidade do próprio espírito
)
Ou seja, o espírito fica o tempo
inteiro interagindo com o corpo/mente/consciência. Se a pessoa escutá-lo, será
mais fácil perceber os sinais. Se ela se mantiver alienada, confusa ou com a
mente desequilibrada será muito mais difícil perceber os sinais.
Existem vários tipos de sinais. Pode
ser, por exemplo, a lembrança de alguém – algumas vezes estas lembranças são
estimuladas pelo espírito com a finalidade de levá-lo a ficar mais próxima
desta pessoa. Pode ser a sensação de bem estar ou mal estar perto de uma
pessoa, sem que haja motivo aparente. São milhares de tipos de estímulos,
porque o espírito estimula o corpo, os sentimentos, as sensações e as intuições
o tempo inteiro. Com isto, acaba por direcionar a vida da pessoa para as
proximidades das situações necessárias para realizar as missões de vida (livro
com mais detalhes deste processo de direcionamento).
Casais que possuem o planejamento de
se juntarem durante a reencarnação - planejamento realizado no plano espiritual
- podem se conhecer em meio a milhares de pessoas. Ao se verem, o espírito
estimula a consciência a se aproximar daquela pessoa. O espírito tem inscrito
nele sua missão de vida e estimulará para que ela aconteça. O estímulo pode se
transformar em ação ou não. Daí a importância de aprender a “escutá-lo”.
Atenção: A consciência tem sempre a palavra final. O
espírito pode, por exemplo, estimular a pessoa a se aproximar de outra para
realizar sua missão de vida. A consciência decide. Ela pode decidir se
aproximar, ou pode decidir ir para o bar pegar mais uma cerveja. O espírito
emite sinais, dicas, tendências, interesses, sensações; mas quem decide é a
consciência. É o livre arbítrio.
Os sinais mais poderosos são os
potenciais que você traz dentro de si e que podem ser desenvolvidos ou não. Os
potenciais são formados por recursos desenvolvidos em outras encarnações e que
se forem estimulados desenvolvem rapidamente. Liderança, paciência, percepção
de risco e centenas de outras qualidades e habilidades podem estar dentro de
você como potenciais. Estes potenciais
desenvolvem se forem estimulados. Caso contrário, permanecem apenas como
potenciais.
O espírito age para que você cumpra
suas missões de vida. Ele te encaminha para o caminho que você tem que trilhar.
Para caminhar por este caminho é necessário desenvolver qualidades e
habilidades (além de aproveitar os potenciais pessoais). Estas qualidades e
habilidades são desenvolvidas no dia-a-dia, a partir da realidade da vida. Se a
pessoa aprender as lições que a vida quer ensinar e for coerente com suas
decisões iniciais, irá necessariamente se fortalecer e desenvolver as
qualidades que necessitará para realizar e ter sucesso em suas missões de vida.
Suas missões de vida estão na sua
frente; estão presentes nos desafios que você enfrentará no seu dia-a-dia.
Estão presentes nos sinais que receberá do seu espírito e “da vida”. Preste
atenção nos sinais e tenha coragem de se tornar uma pessoa melhor a cada
desafio.
Autor: Regis Mesquita-
Fonte: Blog Nascer Várias Vezes
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
“CASAMENTOS INFELIZES
Cremos que este seja um dos assuntos
mais delicados da vida humana e não pode ou não deve ser tratado com displicência.
Vemos, no cotidiano, casais inúmeros
que não se compatibilizam com o compromisso assumido com 'aquela' pessoa eleita
para compor o lar, a família, e repartir a alegria, a felicidade e os eventuais
imprevistos que o porvir reserva a todos.
Vemos, isso sim, casais desesperados
que se arrependem do ato matrimonial, já no primeiro dia do casamento.
Outros, ao longo do tempo, enxergam
outra estrada, que não aquela em que se encontram, a lhes oferecer melhor
chance de bem-estar. Outros, ainda, simplesmente recuam frente ao que acreditam
ser um grande desafio e retornam à origem, não ligando muita importância ao
resultado dessa união: os filhos.
• Se considerarmos nossa extensa
existência, através de vidas sucessivas, vamos compreender certas uniões
consideradas como 'provacionais', em que duas almas se reencontram em processo
de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual. Estes, são os
casamentos mais frequentes.
Fica evidente que não há, aqui,
qualquer conotação de obrigatoriedade no tocante à necessidade de que este se
concretize perante as autoridades religiosas ou mesmo em cumprimento à
legislação civil, tão somente para estabelecer as regras de direito e sucessão,
nas questões de valores e responsabilidades.
O que interessa, em qualquer caso, é
o compromisso afim, a responsabilidade que ambos assumem, perante o Criador.
O médium Francisco Cândido Xavier nos
presenteia com a mensagem 'Vida Conjugal', enviada por Emmanuel e que faz parte
do livro Vinha de Luz:
"As tragédias da vida conjugal
costumam povoar a senda comum. Explicando o desequilíbrio, invoca-se a
incompatibilidade dos temperamentos, os desencantos da vida íntima ou as
excessivas aflições domésticas.
O marido disputa companhias novas ou
entretenimentos prejudiciais, ao passo que, em muitos casos, abre-se a mente
feminina ao império das tentações, entrando em falso rumo.
Semelhante situação, porém, será
sempre estranhável nos lares formados sobre escolas da fé, nos círculos do
Cristianismo.
Os cônjuges, com o Cristo, acolhem,
acima de tudo, as doces exortações da fraternidade.
É possível que os sonhos, muitas
vezes, se desfaçam ao toque de provas salvadoras, dentro dos ninhos afetivos,
construídos na árvore da fantasia. Muitos homens e mulheres exigem, por tempo
vasto, flores celestes sobre espinhos terrenos, reclamando dos outros, atitudes
e diretrizes que eles são, por enquanto, incapazes de adotar e o matrimônio se
lhes converte em instituição detestável.
O cristão, contudo, não pode ignorar
a transitoriedade das experiências humanas. Com Jesus, é impossível destruíres
divinos fundamentos da amizade real. Busque-se o lado útil e santo da tarefa e
que a esperança seja a lâmpada acesa no caminho...
Tua esposa mantém-se em nível
inferior à tua expectativa? Lembra-te de que ela é mãe dos teus filhinhos e
serva de tuas necessidades. Teu esposo é ignorante e cruel? Não olvides que ele
é o companheiro que Deus te concedeu..."
Carlos Pompéia - Jornal Espírita - julho/05
Fonte_ A casa do Espiritismo
“UM DIA COM O DR. FRITZ: A MEDIUNIDADE DE CURA. VOCÊ JÁ PASSOU POR CIRURGIA ESPIRITUAL? SABE ONDE ENCONTRAR?
No ótimo livro intitulado “Cirurgias
Espirituais: por um médium do Dr. Fritz”, Roberto Barbosa conta uma fantástica
história sobre o desenvolvimento da sua mediunidade e a sua relação, que vem de
vida passada, com o Espírito conhecido por “Dr. Fritz”, quem trabalhou
inicialmente com o seu primo, Alexsandro, e mais tarde, no início de 2004,
passou a operar por meio dele próprio.
O trabalho de médium de cirurgiões
espirituais já vinha sendo realizado por Roberto antes mesmo de 2004. Começou
em Maranguape/CE e depois passou a ficar sediado na Casa da Caridade, em
Fortaleza/CE, que passou a se chamar “Casa da Caridade Dr. Adolph Fritz”, no
ano de 2009. Durante todo esse tempo, Roberto e seus colegas também fizeram
viagens a outras cidades e estados para levar esse belíssimo trabalho às
pessoas que necessitam da cura espiritual.
A mediunidade de cura é muito antiga,
mais ou menos discutida e pouco estudada. Um bom livro sobre o tema é
“Mediunidade de Cura”, de respostas do Espírito Ramatís, por meio do médium Hercílio
Maes, a perguntas realizadas por encarnados.
Como Roberto lembra no seu livro
antes referido, a maioria das doenças começa no Espírito e se manifesta no
corpo material como que por repercussão. A causa pode ser um fato de vida
passada, o que gera o chamado “carma”, efeito desvelado por um pensamento,
comportamento ou ato do indivíduo.
Se ele bebia, fumava, usava outras
drogas ou algo parecido, por exemplo, pode ser que venha a sofrer as
consequências disso apenas na sua vida seguinte ou até mesmo mais à frente,
dependendo das suas programações reencarnatórias e de seus pensamentos,
comportamentos e atos no futuro.
A doença pode, então, ter sido
causada na mesma encarnação ou em uma anterior, porém pode ser “desarmada”
antes mesmo de se manifestar na matéria grosseira, se o indivíduo, por exemplo,
praticar muito o bem e terminar merecendo se livrar daquele carma. A cirurgia
espiritual surge, então, como um dos meios para “desarmar a bomba cármica”
programada no períspirito da pessoa.
Normalmente, contudo, essas cirurgias
acontecem em casos nos quais a doença já se manifestou materialmente e está
levando alguém a sofrer. O livro de Roberto conta em detalhes casos
espetaculares de curas feitas por Espíritos utilizando ele mesmo como médium ou
outras pessoas.
Não há porque duvidar do que é
contato no livro, pois a mediunidade de cura está registrada em vasta
literatura, havendo, inclusive, vídeos na Internet que registram alguns
tratamentos.
O médium João de Deus se tornou
internacionalmente conhecido após aparecer, dentre outros, no programa da
famosa americana Oprah Winfrey, cuja primeira parte pode ser encontrada aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=jvFCxdmTHOk&t=371s.
Há muitos anos, milhares de pessoas
vêm sendo curadas em Abadiânia, no interior de Goiás, e isso acontece também em
outros locais do Brasil e do mundo. Além da cura, um dos maiores “milagres” (na
verdade, os acontecimentos são puramente naturais e serão explicados pela
ciência terrena mais cedo ou mais tarde) da cirurgia espiritual é fortalecer a
fé de muitos dos assistidos na espiritualidade, na existência de inteligências
invisíveis, levando-os a buscar mudanças nos seus pensamentos, comportamentos e
atos, procurando, por exemplo, mais autoconhecimento e evolução moral.
O trabalho de Roberto é semelhante ao
de João de Deus e de muitos outros, mas, diferentemente deste, ele pediu ao Dr.
Fritz que não trabalhasse com cortes no corpo material, uma vez que eles geram
muita repercussão e riscos demais de questionamentos, segundo Roberto
acertadamente lembra no livro.
Fazia algum tempo que este autor
gostaria de saber mais sobre tal trabalho, pois, inclusive, foi pego de
surpresa em uma viagem aos Estados Unidos em 2014, quando suas inquilinas
americanas, que haviam locado um quarto do seu apartamento para ele em San
Diego, na Califórnia, já conheciam as histórias sobre seu compatriota João de
Deus antes do próprio autor.
Por questões que somente a
Espiritualidade pode explicar, Roberto e equipe vieram realizar seu trabalho de
cirurgia espiritual em Sobral/CE, mas o autor, apesar da curiosidade que tinha,
por estar envolvido com outras atividades, não pensou inicialmente em ir
conhecê-lo, nem em ser tratado.
Então, na semana das cirurgias
espirituais, uma amiga comentou que sua colega teria pego uma das pré-senhas
para ser assistida, mas, por alguma razão, não iria poder comparecer, tendo
entregue a pré-senha a ela, que gostaria de dar ao autor.
Tendo em vista esse acontecimento e
intuído de que deveria fazer a cirurgia espiritual, este autor recebeu a
pré-senha e lá foi ao Centro Espírita Jesus de Nazaré (Cejen), em Sobral/CE, no
domingo, dia 23 de julho de 2017, unicamente com a intenção de ser curado de alguns
problemas físicos e espirituais.
Por mais razões que somente a
Espiritualidade explica, numa sucessão de fatos, o autor foi convidado a ajudar
a levar os assistidos que saíam da sala de cirurgia à “farmácia” improvisada na
qual eles receberiam instruções e alguns medicamentos para continuação do
tratamento nos dias seguintes.
Ao aceitar o convite, logo em
seguida, houve novo pedido para que trabalhasse dentro da própria sala de
cirurgia, mesmo apesar de ter ali pessoas muito mais preparadas para tanto.
Aliás, o autor, vestindo uma bermuda, sequer estava trajado adequadamente para
aquela atividade.
Talvez, o objetivo fosse exatamente
nos situar numa posição que tornasse mais fácil entender o trabalho no seu todo
e divulgá-lo, como se faz agora. A atividade do autor consistia em repor o
material na bandeja dos médicos espirituais enquanto estivessem “incorporados”
nos médiuns trabalhando, ou seja, “realimentar” rapidamente a(s) bandeja(s) com
algodão, álcool e esparadrapos em tamanhos diversos.
O trabalho foi realizado em duas
salas. Havia três médiuns se revezando, com Espíritos médicos neles
“incorporados”, mas com outros que os auxiliavam e que até “incorporavam” nos
mesmos médiuns em caso de uma necessidade, talvez por um Espírito ser mais
especialista do que outro a respeito de determinadas doenças.
Em dado momento, diante de um caso
aparentemente complicado nos pés de um homem, o médium ficou com os olhos
fechados por uns instantes, e, ao abrir os olhos, começou a falar com timbre de
voz e jeito de se expressar completamente distintos, ficando claro que dois
Espíritos teriam “trocado de lugar”.
O autor ficou lotado na sala 2, onde
Roberto começou trabalhando com o Dr. Fritz. Antes de iniciar, como é típico no
meio espírita, foi feita uma prece para canalizar boas vibrações e pedir ajuda
aos bons Espíritos para que cuidassem daquele importante trabalho.
Todos da sala estavam de mãos dadas,
em corrente. O autor estava com a mão direita dada com uma pessoa de quem não
se recorda mais exatamente, e a mão esquerda havia sido dada ao próprio
Roberto, que iria receber o Dr. Fritz. Não havia porque ficar tão nervoso e
emocionado, pois, afinal, vinha estudando sobre Ciência Espírita e sabia que
era mais um dia de trabalho para aqueles encarnados e desencarnados, pessoas
cheias de amor e que fariam tudo dar certo, mas as nossas fraquezas humanas
falam mais alto.
Ao concluir a prece, Roberto deu uma
leve tremida, muito típica da incorporação, e disse a todos, com uma voz
bastante diferente da sua: “Vamos trabalhar? ” Era o Dr. Fritz, com todo seu
foco e disciplina.
Ao longo de horas, foi possível ver
pessoas se emocionando e chorando muito sem causa aparente, outras que chegavam
sentindo dor e saíam não sentindo mais nada, diálogos entre os Espíritos e os
pacientes sobre algo que um Espírito protetor ou familiar do paciente estava
dizendo, e aí mais choro... Foi uma manhã dessas que somente fortalecem a fé e
emocionam qualquer um que participe de um trabalho desse tipo. Ao final de mais
de 3 horas de trabalho, cerca de 200 pessoas foram atendidas.
Para muitos que estão desenganados
com certas doenças, vale a pena tentar uma cirurgia espiritual, continuando com
o tratamento médico. Na pior das hipóteses, a pessoa gastará algum tempo, mas,
muito provavelmente, obterá melhora ou cura do seu quadro, despertando ou
fortalecendo a sua fé, que pode ser um resultado ainda melhor do que a própria
cura, como dito.
Os índices de melhora (78%) e de cura
(42% a 43%) têm sido muito altos, segundo o próprio Dr. Fritz explica e está
registrado no livro.
Eles caem em se tratamento de
cirurgia espiritual à distância, aquela na qual há intermediação de alguém em
lugar do paciente ou na qual os Espíritos visitam (visita espiritual) o
paciente em casa, não havendo contato com um médium. No primeiro caso, os
índices têm sido de 34% de melhora e 14% de cura total. No segundo caso, os
índices têm sido 28% de melhora e 2% a 3% de cura total.
A fé, essa essencial faculdade, esse
sentimento inato do homem, é importante em trabalhos de cura espiritual. Se o
paciente tem fé, está com o Espírito receptivo, o trabalho tende a fazer mais
efeito, porém o próprio Dr. Fritz destaca, e Roberto transcreve fala dele no
livro, que o trabalho é médico, científico, de modo que tende a levar à cura
havendo ou não fé.
É fundamental na vida ter fé e
entender sua relevância, mas os indivíduos não devem se enganar a ponto de
acreditar que somente a fé, por si, resolverá sempre os seus problemas, pois há
leis da Natureza a serem respeitadas e técnicas específicas para solução de
problemas materiais e espirituais.
A fé deve ser ativa, disciplinada,
esforçada, e precisa se utilizar dos conhecimentos mais avançados, para que
possa ter seus efeitos maximizados.
Outra questão que chama a atenção é o
fato de a reforma moral não ser fator imprescindível para a cura, segundo
afirma o próprio Dr. Fritz:
“Como médico, minha meta é curar as
pessoas. Não me importa se vão se tornar melhores ou não. O meu trabalho não é
esse, o meu trabalho é agir como médico, o que é 100% científico, consequência
de técnicas e métodos espirituais de atendimento ao perispírito doente e não
passa por questões de fé. Claro que, quando meu paciente tem fé, o meu trabalho
rende mais. Quando o paciente passa por uma transformação moral isso quer dizer
que a semente que foi plantada nele, através do meu processo fluídico em
comunhão com o médium, está sendo cuidada e isso é muito bom, tanto para o paciente
como para o resultado do meu trabalho” (Cirurgias Espirituais, p. 87).
A explicação acima só confirma o que
viemos defendendo nos textos anteriores: a transformação moral é o objeto
principal das nossas vidas encarnadas e desencarnadas, mas não se pode esquecer
que problemas espirituais, como obsessões e muitos outros, têm causas e
tratamentos variados, devendo-se usar, como coloca o Dr. Fritz, todas as
melhores técnicas e métodos para a cura, o que requer muita pesquisa, estudos e
experiência. A reforma moral determinará se a doença irá retornar ou não, mas o
tratamento, frequentemente, independe dela.
Os tratamentos com ervas e outros
elementos da natureza, tão comuns na Umbanda e sobre os quais recai preconceito
em boa parte do movimento espírita, são defendidos pelo Dr. Fritz e utilizados
nas equipes que trabalham com ele. Segundo palavras dele mesmo transcritas no
livro “Cirurgia Espiritual”, na página 99:
“O corpo humano é um verdadeiro
laboratório e os chás, ervas e emplastros que são receitados nas cirurgias
espirituais são compostos químicos tratados na espiritualidade que interagem
com a química própria de cada paciente. Certa vez curei uma paciente que estava
com um problema no fígado com um colírio, um chá para prisão de ventre e uma
massagem nas costas”.
Aqueles que possuem o conhecimento
espiritual não podem se furtar de utilizar todos os recursos existentes para a
cura das pessoas. Os espiritualistas em geral devem estar atentos para o fato
de que os tratamentos precisam ser holísticos, assim como a educação já o deve
ser desde o ventre da mãe.
Torçamos para que a Federação
Espírita Brasileira (FEB) divulgue esse conhecimento e incentive a adoção de
tratamentos e processos educacionais mais holísticos, que permitam a cura e o
desenvolvimento do ser em toda a sua magnitude possível neste momento
evolutivo.
Que Deus continue abençoando os
Espíritos curadores e seus médiuns para que mais e mais pessoas sejam curadas e
para que a certeza da vida após morte e da importância do progresso espiritual
fique marcada cada vez em mais corações.
Fórum Espirita- por Marcos Villas-Boas
Fonte: ESPIRIT BOOK
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“MEU IRMÃO ME ODEIA. O QUE POSSO FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?
Quando um irmão odeia o outro é sinal
que esta animosidade surgiu em uma vida passada?
Tudo na vida humana sofre influência
de outras encarnações ou do plano espiritual, simplesmente porque nosso
espírito possui milhares de anos e já reencarnou centenas de vezes. A vida
encarnada atual é uma continuidade, sob novas condições, desta vida maior do
espírito.
Esta continuidade não quer dizer que
tudo na vida atual tem origem no que aconteceu antes do nascimento. Explico:
uma pessoa malvada faz malvadezas. Esta pessoa malvada pode prejudicar alguém
nesta vida e esta pessoa começar a ter raiva de quem lhe prejudicou. A origem
da raiva está na situação negativa vivida nesta vida. A forma como esta raiva
irá atingir a mente e o corpo do raivoso será influenciada pelo seu nível
evolutivo, pelas experiências anteriores e pelo planejamento de vida feito
antes de encarnar. Suponhamos que esta pessoa planejou uma vida com tendências
a agressividade, justamente para aprender a ter autocontrole. Dentro dela
existe em potencial a capacidade de se autocontrolar, e existe também a
tendência à agressividade. Quando o malvado a prejudica, imediatamente é dinamizada
a raiva e entra em ação as potências que terá que desenvolver.
Resumindo: a raiva nasceu de um
evento desta vida. A forma como a pessoa processa a raiva é uma somatória de
fatores da vida atual com fatores cujas origens estão antes do nascimento.
O mesmo acontece entre irmãos. Eles
podem ter histórias conjuntas anteriores ou, as vezes, não tem nenhuma relação
anterior. É muito comum pessoas que viveram juntas em outras encarnações
renascerem juntas. Porém, também é comum pessoas renascerem juntas sem terem
vínculos anteriores. Tudo depende do planejamento de vida feito no plano
espiritual, antes do reencarne.
Irmãos renascem em uma mesma família
para compartilhar um espaço e uma cultura comum. São obrigados a viverem juntos
durante vários anos. Nesta convivência intensa cada um expressa o que existe de
melhor e de pior em si. Às vezes, agridem o outro e nem percebem isto. Ou
depreciam, enganam, desprezam. A vida entre irmãos é cheia de dificuldades,
porque são espíritos imaturos, vivendo juntos em corpos imaturos. Deste caldo
de imaturidade recíproca podem surgir grandes desavenças.
Uma importante atitude para superar
qualquer obstáculo na vida é se perguntar: qual a minha participação nesta
dificuldade? Onde estou errando e não estou percebendo? Como somos seres em
evolução é provável que existam pontos (grandes ou pequenos) a serem
melhorados. Não se culpe! Se perdoe! Foque em desenvolver habilidades e
qualidades. Mesmo que o outro não mereça, você merecerá os frutos da sua
própria evolução. Quando amadurecemos, todos colhem os frutos de nosso
amadurecimento.
O seu irmão pode ser uma pessoa
desequilibrada, um invejoso, egoísta, fraco, etc. Saiba que se você não fez
nada muito grave, a responsabilidade pelas escolhas e atitudes do irmão será
exclusivamente dele. Pessoas que odeiam são capazes de realizar injustiças;
portanto, saiba se defender. É necessário amor, dedicação, compaixão e
percepção da realidade. Entendendo a realidade, você saberá se defender.
Ofereça o que é bom. Evite ao máximo
se defender usando o que é negativo. Ofereça o que é nobre, justo, honesto e
harmonioso. A retribuição será pouca. Esteja pronto para receber pouco.
Explique a lógica da vida e faça o exercício do perdão contínuo. É muito
difícil perdoar continuamente quem só lhe trará negatividades. Se esforce! Se
não conseguir, não se culpe.
Tenha planejamento. Às vezes, não
vale a pena ficar insistindo. O tempo pode ser um ótimo curador. Tome cuidado
apenas para não aumentar a já desgastada relação. Observe a realidade e planeje
suas ações. Prepare-se sempre para perdoar. Lembre que o maior beneficiário do
perdão não é quem recebe, é quem dá. O perdão é uma limpeza mental que abre
espaço para muito prazer e muita satisfação na vida em geral. Uma raiva contra
alguém é como carregar um saquinho de areia durante todo o dia; o que gera um
cansaço desnecessário.
Tendo ou não a origem em outra
encarnação, quem tem mais equilíbrio deve fazer o esforço possível (jamais o
esforço impossível) para gerar situações de equilíbrio. Uma das mais
importantes caridades que podemos fazer com o outro é conversar sobre a lógica
da vida saudável e nobre. Explique, converse, transmita a mensagem positiva
centenas de vezes. Não espere resultado, o outro tem seu tempo e sua escolha.
Você deve ser feliz, mesmo com este problema. Você deve ser eficiente e
cultivar a boa vontade, a caridade, a racionalidade, a bondade. Jamais limite
sua vida e sua evolução por causa do outro. Ofereça o que é bom, se esforce para
superar o problema – e não paralise sua
vida.
Algumas vezes o ódio de agora surgiu
em outra encarnação. Os dois nasceram juntos para ajuda mútua; quem nasce na
mesma família deve ter em mente a necessidade de ajuda mútua. O que você pode e
deve decidir é a forma de ajudá-lo. Sempre devemos desenvolver habilidades e
qualidades para o nosso bem estar e para podermos ajudar ao próximo. Ninguém é
mais próximo que o irmão/família, mesmo que exista distância física.
A vida é feita de desafios. Alguns
deles exigem muita disciplina e perseverança, porque parece que os esforços
nunca dão resultados. Quem se esforça fica mais forte e planta uma sementinha.
Dependerá da escolha do outro o momento em que esta sementinha irá germinar.
Paciência e perseverança são fundamentais.
Finalizando: jamais deixe de ajudar,
mesmo que seja em pensamentos ou orações. O maior beneficiário será você. Ele,
por sua vez, terá uma oportunidade a mais para evoluir e superar este sentimento
que envenena a alma.
Fonte: Blog. Nascer Várias Vezes -Autor: Regis Mesquita
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